10 motivos para assistir Lucifer

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Baseada na série em quadrinhos solo de Lucifer Morningstar – personagem saído das páginas da aclamada graphic novel Sandman escrita Neil Gaiman – retratando o dia a dia do Diabo/Anjo Caído/Mesfístofeles/Satã/Capiroto/Cabrunco/Demo/Cramulhão/Satanás ou apenas Lucifer (FOX), é mais um procedural, porém com uma incomum espinha dorsal cômica. Desenvolvida por Tom Kapinos, produtor executivo de Dawson’s Creek e criador de Californication, Lucifer pode não ganhar muitos pontos como adaptação, mas merece muitos outros e assim, aqui estão 10 motivos para não deixar de assisti-la.

#1 – Tom Ellis.

O papel de Lorde Infernal já passou por muitas mãos, Jack Nicholson, Al Pacino, Robert De Niro e até do brasileiro Luís Melo (o Tanaka de Sol Nascente, para os noveleiros) em O Auto da Compadecida, mas nenhum deles com tanto charme, carisma e muito muito sarcasmo. Tom não é muito conhecido do grande público, mas já roubava corações na sitcom inglesa Miranda, como o charmoso chefe de cozinha Gary, mas em Lucifer ele nos mostra ainda mais. Seu conforto no personagem desde sua primeira cena no piloto é sensacional e fica ainda mais evidentes nas incontáveis cenas em que Lúcifer mostra seu gênio impetuoso e sarcasmo celestial. Ah, mas não vá pensando que o Lucifer é só festa e bem bom, aguarde pelos momentos mais intensos e veja como Tom Ellis samba com sua versatilidade.

#2 – Lucifer

Um bocado diferente de sua contraparte dos quadrinhos – ou pra ser sincero de qualquer abordagem do personagem – Lúcifer Morningstar é um ser que vive pra farra e ligou o f*%#-@! para seriedade da vida. A série explora várias ideias de “Diabo” e vai subvertendo todas elas, até mesmo o título de Senhor do Inferno é questionado e todo um novo plano de fundo é construído para esse personagem tão “conhecido”.

Sua história é mostrada por vários ângulos e nenhum preto&branco, sua relação com seu pai (Deus hehe), com sua mãe (sim, Senhora de Toda a Criação), seu irmão (o Arcanjo Amenadiel), sua subalterna (a Demônio Maze) e principalmente com a detetive Chloe Decker, ajudando a pintar com diversas nuances um personagem único. PLUS ele é bissexual, então pontos para diversidade.

#3 – Humor

Okay, o humor da série não é nada que se diga NOSSA QUE NOVO, mas é quase como ver uma sitcom procedural, o que é bem incomum, sem ser algo que caia na dramédia (Mysteries of Laura – NBC), pois quase 100% dele nasce de toda a situação “Diabo na Terra ajudando a resolver casos policiais e a punir pessoas malvadas”. E ah! Nem todo o humor brota ou gira em torno de Lucifer… sim, de sua situação, mas não necessariamente do personagem, embora seja a maior parte, e prova disso é o meu motivo número 4!

#4 – Dr. Linda Martin (Rachel Harris)

Linda, ah o que dizer de Linda, a psicóloga de Lucifer interpretada pela incrível Rachel Harris (a Sheila de Suits) que… sim, o Capiroto vai ao psicólogo sim. Lucifer se consulta com a Dra. Linda sempre que se depara com questionamentos que nem sua existência milenar pode resolver e ela acaba tendo de lidar com suas neuroses e poderosa capacidade de negação e OHO! ela faz isso com maestria, mesmo que no começo não siga a risca o código de ética da profissão e acabe não resistindo ao charme do Diabo. Linda é um outra grande fonte do humor da série. Apesar de Lúcifer ser sincero com ela, dizendo que é o Anjo Caído, Linda acaba compreendendo isso como apenas uma metáfora de toda sua relação com seu pai e família e isso acaba rendendo momentos hilários. Eventualmente Linda “descobre” que é tudo verdade e se você acha que a graça acaba… HA, espere até ela receber uma visita da mãe de Lucifer, a também conhecida Mãe de Toda a Criação!

#5 – Mazikeen (Lesley-Ann Brandt)

Parceira no Crime de Lucifer, Maze (pros íntimos) a demônio que deixou o Inferno acompanhando Lucifer, é tudo o que na verdade você pode esperar de um demônio, mas com algumas camadas a mais. Além de seu desprezo pela raça humana, perícia com armas, luta e tortura, Maze acaba tendo em si mais do que cabe em um personagem estereotipado e aos poucos você passa a ver além da personagem “agressiva” para encontrar a que talvez procure redenção. O melhor de Mazikeen é observar como essa personagem não “apropriada para todos os públicos” interage com resto do elenco, até mesmo com a pequena filha da Detetive Decker (que garante um dos melhores momentos da série em seu episódio de Halloween da 2º Temporada).

#6 – Elenco

Okay eu sei que já mencionei metade do elenco separada, mas esse tópico é sobre como todos eles interagem entre si. Apesar de ser o #6 motivo, o elenco poderia facilmente ser o primeiro. Com personagens tão diferentes entre si, Lucifer acaba entregando uma das melhores relações “núcleos x personagens”, surgindo diversos núcleos diferentes, seja Lúcifer x Chloe, Lucifer X Amenadiel, Lucifer x Maze, Lucifer x Linda, Lucifer x Ella, Lucifer x Detetive Idiota (apelido carinhoso do ex da Chloe, dado por Lucifer) ou qualquer outra dinâmica entre os outros personagens como Maze x Linda, Chloe x Maze, Detetive Idiota x Chloe, Maze Detetive Idiota, Amenadiel x Maze… Sim eu sei que estou exagerando (e nem incluí outras personagens), mas me diz quantas séries conseguem ter configurações TÃO variadas e ainda sim conseguir extrair coisa boa de todas? A química desse elenco é definitivamente o ponto forte #1 da série.

#7 – Produção

 Não, não é nenhuma das melhores já vistas, mas é algo que eu considero sim um motivo. Quem conhece um pouco das séries sabe que o custo de produção muitas vezes complica a existência das mesmas e Lucifer não é facilitada sendo ambientada em Los Angeles, porém, ela não deixa faltar nada… mesmo que seja gravada em Vancouver! (pelo menos até parte de sua 2º temporada onde, durante o hiatus, teve sua produção transferida para Los Angeles). Enfim, a série não deixa a desejar e agora que vai receber esse boost da Fox, só tende a melhorar ainda mais.

#8 – Caso da Semana

Isso já tá ficando besta, mas entenda, Lucifer é em sua essência uma procedural comum de um canal “comum” como a Fox, mas não me entenda mal quando eu digo “Okay, não, não são casos INCRÍVEIS”, não são, mas são bons o suficiente principalmente por darem combustível para todo o elenco andar e levando a momentos sensacionais! Logo nos primeiros episódios você se surpreende e lembra que apesar de tudo, Lucifer ainda é o Anjo Caído, então, eu sei o que dizem sobre procedural – eu mesmo digo muito do mesmo -, mas dê uma chance aos casos de Lucifer.

#9 – Detetive Chloe Decker

Tudo bem, eu não morri de amores pela Detetive Decker de cara PÁ TE AMO, mas ela foi aos poucos mostrando que mesmo que ela não seja porra louca como a Mazikeen ou sarcástica como o Lucifer ou engraçada como a Lola, que ela merece estar aqui. Chloe na verdade é a cola que liga a comédia com o procedural. Ela compartilha ótimos momentos yin yang com Lucifer, seja tentando manter ele na linha ou tentando ficar na linha quando o cara faz a linha virar um pônei saltitante espacial, além é claro da relação que desenvolve com Maze, Lola e Linda tendo uma das cenas mais maravilhosas juntas, quando todas vão para um bar para tirar Chloe do trabalho e tudo acaba em pancadaria (com Chloe e Maze compartilhando um bonito momento BFF’s).

#10 – MINHA FILHA ELE É O CAPETA!!!!!!

Eu disse várias vezes que a série é um procedural e ela é, mas se você chegou até aqui, saiba que ela é mais um procedural moderno que um procedural clássico, vamos lá. Sim ela tem a base do caso (geralmente assassinato) da semana onde Chloe e Lucifer tentam resolvê-lo, AH MAS ela também tem um arco de história que atravessam episódios e que vai se desdobrando, pois o que, você achou que foi atoa que o Diabo tava lá no seu bar, o Lux, e decidiu do nada ir caçar bandido? Nananinanão, Lucifer descobre logo de cara que Chloe é imune a um de seus poderes. Com sua voz sedosa, o pai da mentira te faz se abrir como uma flor na primavera e revelar seu maior desejo!

Péra não dá pra chamar esse Lucifer de “pai da mentira”, pois desde o começo ele diz a todos que é Lucifer, “tipo o demônio Lucifer”, e ninguém, nem mesmo Chloe acredita nele.

Então ai vai meu arco favorito: Quando a Chloe vai descobrir e principalmente, o que DIABOS (risos) ela vai fazer ao cair na real?!

Bem, esses são os meus 10 motivos. Pode não ser muito, mas eu espero que seja o suficiente para que você pelo menos dê uma chance para o piloto e que como a mim, o charme de Tom “Lucifer” Ellis lhe conquiste 😉

Silas Mendes
Colaborador | Também do autor.

22 anos. ex-cinéfilo, deixou o cinema para viver com a TV e suas várias séries, mas mantém uma relação sadia com a sétima arte, com quem ainda divide laços afetivos (filmes favoritos). Música, livros, quadrinhos (DC Comics), escrita e ansiedade… cansado na maior parte do tempo.