10 motivos para assistir Penny Dreadful

Sugestão de série para VOCÊ! VOCÊ! E TOOOOOOOODOS VOCÊ (sem plural mesmo, como diria Zé do Caixão). Penny Dreadful é uma série de terror criada por John Logan, que já trabalhou em filmes como Gladiador, O Aviador, Sweeney Todd, A Invenção de Hugo Cabret e 007 – Operação Skyfall… e que ainda por cima, tem Eva Green no elenco! Essa série foi uma retomada para a produção do gênero terror em seriados e fez bastante sucesso até, infelizmente, ter sido cancelada em sua terceira temporada. Mas tudo bem, aqui vão 10 motivos do porque vale a pena assistir Penny Dreadful.

Penny Dreadful

#1 – Adaptação Literária

Penny Dreadful é um exemplo perfeito de uma adaptação literária que respeita sua audiência ao mesmo tempo em que respeita seu original. Os personagens são inspirados em clássicos da literatura inglesa, como Dr. Victor Frankenstein e junto dele, claro, o Monstro. Temos a presença do ilustríssimo Conde Drácula e seu caçador Van Helsing. Mas o grande destaque está com o imortal Dorian Gray que é adaptado de forma encantadora com cenas de grande carga erótica e diálogos arrebatadores.

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#2 – Vanessa Ives

O primeiro motivo seria: Eva Green, mas a gente tem que fazer um charminho antes, não é mesmo? A sua personagem, Vanessa Ives, merece destaque e ela é a protagonista entrelaçando todos da narrativa. Logo de cara fica claro que atrás de toda a elegância e arrogância, se esconde uma mulher sombria, cheia de segredos e que tem um QUÊ sobrenatural. É uma personagem densa e a atriz está especialmente voraz e fabulosa nesse papel, tanto que recebeu uma indicação ao Globo de Ouro. E vamos combinar né galera Eva Green é daquelas que merece um prêmio só por ser Eva Green, essa moça já deveria ser patrimônio tombado da França de tão maravilhosa…

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#3 – O Nome

Se até agora você não se convenceu, talvez o nome da série te ajude. “Penny Dreadful” significa, em tradução livre, “centavos do terror”. Esse termo surgiu com a literatura que se propagou de uma maneira bem característica na Época Vitoriana: por meio dos “Dreadfuls” e dos “Penny Bloods”, publicações em folhetins baratos que buscavam produzir conteúdo para a massa leitora que surgia e por isso, eram preenchidos com grande teor de sangue, violência, sexo, terror com personagens sinistros e histórias apelativas. É feita referência até a Jack, o Estripador. GENIUS, ISN’T? Pelo nome podemos ter um panorama do que vai nos aguardar.

motivo 3 #4 – O roteiro é bem trabalhado

Parabéns aos roteiristas e diretor, pois a trama se desenvolve de maneira intrigante e num bom ritmo que desperta sempre a curiosidade do passo seguinte. Seu texto consegue trazer a sensação de harmonia e por meio das divagações existenciais entre os personagens, ele é capaz de mostrar toda a aflição em que estão mergulhados e esse é o ponto forte do roteiro: o fato de os personagens não serem heróis e sim humanos com vários defeitos e dúvidas morais.

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#5 – Visual Steampunk

A trama se passa na Londres da Revolução Industrial e o visual da série é simplesmente impecável, misturando elementos de sci-fi, terror vitoriano, a estética steampunk, mistérios e aventura. Os cenários nos fazem acreditar que estamos mesmo na antiga Londres. Os vestidos escuros de Vanessa Ives remetem à sua afinidade com as aranhas e, frequentemente, ela veste roxo, representando sua mediunidade. Já Dorian Gray traz o erotismo nas cores vibrantes de seus ternos e blusas de cetim. Sir Malcom, homem de origem rica, está sempre vestindo roupas de qualidade, enquanto Ethan é visto com seu colete de atirador e calças forradas. A conciliação entre figurino e traços de personalidade é algo que chama atenção e é bem trabalhado na série.

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#6 – A Trilha Sonora é sInIsTrA

Penny Dreadful tem uma trilha sonora original adequada ao rumo esquisito e sombrio que a história toma. A abertura do seriado já mostra seu potencial, com um violino estridente ressoando entre cenas dark.  Isso tudo sem contar que a soundtrack foi indicada a dois Emmy’s: Melhor composição musical para uma série e Melhor tema de abertura original. Se quiser entrar no clima da série através da música clique aqui 🙂

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#7 – Produção

Uma característica marcante do seriado é, definitivamente, sua super-produção. A qualidade de Penny Dreadful só aumenta a cada episódio. A fotografia e a arte contrastando de maneira encantadora com cores vivas e escuras. Os episódios sempre têm um tom sombrio com as noites escuras de Londres, os tons cinzentos das construções e os porões quase sem luz. Uma construção e montagem incrível de uma época com boas doses de horror em sua essência.

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#8 – Você pode adquirir um sopro no coração

Isso é bom quando se trata de uma história de terror, quer dizer que ela cumpriu seu papel dando vários sustos. E saiba que, a coragem começa quando você assiste Penny Dreadful de madrugada com a luz do quarto apagada.

OBS.:  Eu ainda não superei a Eva Green com o demônio no corpo.

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#9 – Ela cutuca hipocrisias e tabus

A série toca em questões que já eram complicadas no período vitoriano, mas permanecem atuais, como a mistura de religião com poder político e econômico, as diferentes expectativas para homens e mulheres e a hipocrisia acerca de temas como aborto e infidelidade. Uma época que pode ser célebre pela rigidez dos costumes, mas isso não significa que pessoas tidas como “fora do padrão” não existissem, além da própria Vanessa Ives, uma personagem que foge do que era imposto às mulheres na época, também há espaço para pessoas transgêneras e de orientações sexuais diversas.

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#10 – Há terror para TODOS os gostos

Gosta de histórias sangrentas? Penny Dreadful tem. Espíritos e demônios perturbando os vivos? Também tem, assim como uma série de outras criaturas que ficam entre este mundo e outro desconhecido. Penny Dreadful tem uma abordagem psicossexual em uma trama de monstros, criaturas e demônios que vale a pena ser assistida por quem gosta dos clássicos de terror com toques sobrenaturais da Era Vitoriana, além de ser levado para o Teatro Grand Guigno e para a Belle Époque, você também conhecerá a elegância do bizarro com essa série.

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  • Exibida pelo canal Showtime (EUA) e HBO (Brasil)
  • 8 episódios na 1ª temporada / 10 episódios na 2ª temporada / 9 episódios na 3ª temporada
  • Foi criada por John Logan
  • Elenco: Eva Green, Timothy Dalton, Josh Hartnett, Harry Treadaway, Reeve Carney, Billie Piper, Rory Kinnear, Danny Sapani

 

 

Jessica Crusco

Jessica Crusco é formada em RTV, pós graduada em cinema, mestra em bad vibes e doutora em problematizar. Frustrada por saber que não irá conseguir assistir todos os filmes de sua lista de 'quero ver' antes de morrer.