12 filmes com temática LGBT que você PRECISA assistir.

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Para celebrar o mês do orgulho LGBT, todo mundo aqui da equipe se reuniu para indicar 12 filmes com essa temática e que, bem… você tem que assistir. Uns mais leves, outros nem tanto, mas todos retratando algo em comum: a busca pelo amor e pela liberdade de poder ser quem você é.

Entre dramas, romances e comédias, certamente você achará uma boa opção não só para esse final de semana, mas para qualquer ocasião. VEM COM A GENTE 😀

Carol

No filme de Todd Haynes, indicado ao Oscar em 2016, situado na Nova York dos anos 50, uma jovem aspirante a fotógrafa (Rooney Mara) desenvolve um relacionamento íntimo com uma mulher mais velha (Cate Blanchett), que precisa enfrentar o julgamento da sociedade e de seu marido, esse que faz de tudo para atrapalhar a vida de sua ex-mulher. Carol é um filme que acima de contar uma história, utiliza suas ferramentas cinematográficas para exaltar performances e sutilezas que se escondem em olhares e trejeitos. É um filme sentimental, mas como se expressasse seus sentimentos por uma cortina de fumaça. É delicado, mas não como algo que não pode ser tocado. É uma história construída para refletir sobre a natureza do afeto sem contar com as liberdades de um filme contemporâneo

O Segredo de Brokeback Mountain

Filme que teve seu Oscar injustamente roubado em 2006 por “Crash – No Limite”, Brokeback Mountain subverte justamente o estereótipo do cowboy americano para criar, em Brokeback, um recinto onde pode-se sentir livre em meio a natureza. Não é um filme sobre sexo, e sim sobre aceitação própria, onde Heath Ledger, Jake Gyllenhaal e Ang Lee (As Aventuras de Pi) têm espaço para dar o tempo do público pensar sobre o assunto em tela e para que seus personagens se desenvolvam naturalmente. O Segredo de Brokeback Mountain é um filme que não se sustenta por seu gênero e sim por sua qualidade.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

Adaptado do curta metragem Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho, também do diretor Daniel Ribeiro, este é um filme que surpreende pela simplicidade. O filme acompanha Leonardo, um jovem cego que passa a se redescobrir após conhecer Gabriel, seu novo colega de classe. Sem grandes reviravoltas ou um final depressivo, o filme aborda com sensibilidade o dia a dia de Leo e sua homossexualidade, e com isso levou não só o prêmio de Melhor Filme no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, como também o Teddy Award do Festival de Berlin para o Melhor Filme com Temática LGBT YAY!

Queda Livre

Dirigido pelo alemão Stephan Lacant, diferente do filme anterior, Queda Livre tem uma abordagem muito mais dura de seus personagens. A princípio seguimos Borgmann, casado e futuro papai, ele entra para a academia de polícia para prover a sua família, porém é onde ele conhece Kay, interpretado pelo nosso Sense8, Max Riemelt (#SaveSense8). Ao mesmo tempo que bruto, Queda Livre trata com sensibilidade o fato de Borgman ser um clássico “enrustido”, sem exagerar nas análises e tratando apenas dos sentimentos, algo semelhante a Brokeback Mountain, porém em uma época em que se é possível ser quem se é, não em completa paz, mas sem necessariamente se trancar, bastando apenas escolher se jogar… (entendeu? queda livre… se jogar… ha!)

Pecado da Carne

Num bairro ultra-ortodoxo de Jerusalém vive Aaron Fleishman (Zohar Strauss), pai de quatro filhos e administrador do negócio da família – um açougue kosher – herdado depois da morte de seu pai. A vida rotineira de Aaron sofre uma mudança drástica com a chegada do jovem estudante Ezri (Ran Danker). Ao passar do tempo eles se aproxiam cada vez mais e acabam se apaixonando fazendo com que Aaron passe a ser imediatamente discriminado em sua comunidade.

A leitura lenta da história deixa ele ainda mais bonito, forte e triste trazendo um filme Israelense sobre o amor e o prazer impossível entre dois homens onde mostra a religião interferindo no sentimento dos indivíduos para mais uma família ser mantida pelas aparências. Poderia ser apenas mais um drama sobre o amor proibido entre pessoas do mesmo sexo, mas Pecado da Carne é quase um estudo da comunidade de Mea Shearim, o bairro dos judeus ortodoxos em Jerusalém que ainda vive sobre regras religiosas sufocantes. Um filme de poucos diálogos, mas que diz muito.

Para Wong Foo, Obrigado Por Tudo! Julie Newmar.

As drag queens Vida Boheme (Patrick Swayze) e Noxeema Jackson (Wesley Snipes) impressionam juízes em um competição regional, assegurando vagas na etapa nacional, em Los Angeles. Quando as duas conhecem a patética travesti Chi-Chi Rodriguez (John Leguizamo), umas das desclassificadas da noite, as charmosas Vida e Noxeema decidem ajudar a pobre jovem. As três caem na estrada em uma viagem pela América e tentam chegar a Los Angeles a tempo.

Filme excelente, com ótimas atuações e caracterizações, é incrível a versatilidade dos atores, ainda mais em se tratando de atores que fazem papel de machões destemidos, como Snipes, ou galãs como Swayze, é surpreendente como eles encarnaram tanto o drama, quanto a comédia fizeram um filme que emociona e diverte, ao mesmo tempo que traz a gente um pouco para a cultura LGBT, acaba nos conscientizando sobre esse universo, porque nem tudo é tão colorido e alegre o tempo todo, sem contar que mesmo após algumas décadas, ele continua atual e correto em sua temática e abordagem (conscientiza, ao mesmo tempo que diverte).

Minhas Mães e Meu Pai

Jules(Julianne Moore) e Nic (Annette Bening) são lésbicas que vivem juntas há quase 20 anos e têm dois filhos adolescentes chamados Joni (Mia Wasikowska) e Laser (Josh Hutcherson), concebidos por meio de inseminação artificial. Sem o conhecimento de suas mães, os dois vão conhecer o pai biológico, Paul (Mark Ruffalo), um proprietário de restaurante. As complicações surgem quando os adolescentes, que criaram laços afetivos com o pai, o levam para fazer parte do cotidiano da família.

Com atuações muito boas de Julianne e Annette, esse filme tem a medida exata entre a comédia e o drama, sem parecer caricato ou sério demais, traz à tona uma recorrente crítica social a respeito da família tradicional. Toca na ferida e mostra que nada é tão perfeito quanto parece e mesmo que alguém surja no meio do caminho e coloque em prova toda a estrutura de uma família, com amor e compreensão, é possível se equilibrar, ajustar e adaptar-se, um conceito maravilhoso sobre evolução!

Almas Gêmeas

Este é um filme de 1994 que se passa durante a década de 50 e conta a história de Pauline Parker (Melanie Lynskey) e Juliet Hulme (Kate Winslet) que se conheceram na escola e na mesma hora se tornaram grandes amigas passando juntas, todo o tempo possível. Criativas, escreviam sobre uma terra cheia de sonhos e fantasias. Cada vez mais a ligação entre as duas adolescentes se tornava uma obsessão, a ponto de se afastarem da realidade e de suas próprias famílias. Com o tempo, a duas perceberam que eram muito diferentes das demais pessoas e concordaram em assumir qualquer risco para que nada no mundo pudesse separá-las.

O filme começa com um ponto de vista muito simples e inocente, me arrisco a dizer que o filme tem esse tom de inocência até o final, apesar de tudo o que está por vir. Nós entramos na cabeça dessas duas jovens que apesar de todas suas diferenças compartilham uma alma, vários desejos e curiosidades. A história apesar de ser feita por um roteiro simples e muitas vezes exagerado – exagero que acredito ser proposital, pois deixa características de determinados personagens bem mais fortes e claras para quem assiste – é muito delicado e aborda desde a feminilidade até alguns delírios juvenis com questões de uma época extremamente moralista. Atuações ótimas e cenas muito bonitas de se ver, o final é de deixar qualquer um nervoso, com certeza é perturbador mas realmente nos faz pensar. Este é um filme forte, que depois que descobri ser baseado em fatos reais fiquei perplexa.

Imagine Eu & Você 


Rachel é uma mulher que parece estar bem resolvida.com.sua vida e está de casamento marcado com Heck. No entanto, antes de subir ao altar, a noiva conhece a florista Luce e começam uma amizade que talvez seja algo a mais, colocando em dúvida o que Rachel deseja de verdade.

Este é um filme muito fofo, as atrizes são boas e apesar de meio clichê e não se aprofundar muito nas questões da homossexualidade, a história é bonitinha e faz você torcer pelo amor das meninas, além de terminar de assistir com uma emoção gostosinha.

Azul é a Cor Mais Quente

Adele é uma adolescente tímida e um pouco deslocada tentando se descobrir e entender seu lugar no mundo enquanto vive sua rotina. Quando ela conhece Emma, uma garota mais velha de cabelos azuis e lésbica, Adele começa a sentir coisas que nunca havia sentido antes em relação a sua própria vida e questiona a sua sexualidade. Conforme as duas vão ficando amigas, acabam se envolvendo e engatando um romance. Adele então apaixonada vai descobrindo as dores e os prazeres de um relacionamento, experimentando novas sensações enquanto entra no mundo adulto.

Um filme sensível, bem feito e maravilhoso sobre os conflitos sobre a adolescência e a chegada a fase adulta,  também sobre descobrir e explorar nossa sexualidade e sentimentos. Isso sem falar que as atrizes são maravilhosas e levam muito bem seus papéis e  ter uma das mais reais (se não for a mais real), mais sensível e bonita cena de sexo lésbico que já vi no cinema em toda minha vida (os filmes pornôs que me desculpem).

Filadélfia

Estrelado por Tom Hanks e Denzel Washington, o filme conta a história de um advogado (Hanks) que é demitido de sua empresa depois de ser diagnosticado com HIV. Ao decidir processar os seus antigos chefes, ele contrata um outro profissional (Washington) que apesar de muito bom no que faz, é extremamente homofóbico e vai precisar rever todos os seus conceitos caso queira fazer justiça.

Tom Hanks ganhou o Oscar de melhor ator por esse papel, o choque de monstro entre os personagens é incrível, a história é envolvente, intensa e além de ser um baita cutucão na sociedade,  é um filme obrigatório para todo mundo que gosta de um bom drama. Pode preparar o lenço!

Meninos Não Choram

Baseado na história real de Teena Brandon, este filme conta a história de uma garota que não se identifica com o sexo no qual nasceu e toda a sua trajetória como uma rapaz transsexual. Ao iniciar um romance com Lana, Brandon se depara com a intolerância da sociedade e vê todo o seu romance ser ameaçado 🙁

A maravilhosa Hilary Swank ganhou o Oscar de melhor atriz por esse filme, que não é lá um dos mais fáceis de assistir. Um nó na garganta é constante e se você gosta de dramas que mostram o mundo em sua verdadeira face, achou uma excelente opção.  Prepara o lenço também, essa é uma história emocionante e que certamente vai mexer com você.

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