”A Cabana” tem lições bonitas e certa pureza… pena que não vai muito além disso.

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Baseado no best-seller de William P. Young, A Cabana nos brinda com uma fotografia de encher os olhos e uma argumentação até certo ponto emocionante ao abordar temas como: perda, culpa, fé, depressão, persistência e perdão. Na trama acompanhamos a historia de uma família devastada por uma tragédia e o filme tem todo aquele estilo religioso capaz de arrancar questionamentos e uma certa interação até dos mais céticos. Mack, o protagonista, é um homem que vive atormentado após perder a sua filha mais nova e anos depois da tragédia recebe um chamado misterioso para retornar a esse local.

O tipo de inserção que o filme faz com o telespectador é bastante comum ao se abordar esse tipo de tema religioso, mas apesar de convencer, não traz nada que não se ouça num sermão dominical. A diferença é que a mensagem bíblica, no caso vem com um elenco coeso e famoso, trilha sonora pontual, locações interessantes e uma tela enorme chamando a atenção e rodando toda a história. A história em certo ponto chega a soar clichê, mas teve seus pontos fortes mesmo nas boas atuações de Octavia Spencer, que faz o papel divino, Alice Braga, Avraham Aviv Alush, Sumire, e Sam Worthington no papel principal.

A mensagem apesar de tocante, não vai muito além das histórias contadas nos últimos filmes com a mesma temática e por instantes pareceu fantasiosa, surreal, ou até um pouco clichê demais. Destaque para Alice Braga que parecia estar um pouco alheia em seu papel e por vezes pareceu estar em um filme aleatório, o que não foi de tudo ruim, afinal, mesmo que  inserida do nada na trama, ela pareceu se encaixar naquele papel e o filme se salvou porque podemos ver sim aquele toque final, aquela “moral da história” e ela foi bem conduzida dentro de sua proposta.

A trama de A Cabana tem seu público alvo cativo e pode conquistar ainda mais corações necessitados de uma história cuja mensagem é de esperança e resgate, num mundo cercado por tantas coisas ruins ele serve como uma lembrança de amor, perdão e compaixão. Com todos esses requisitos, podemos dizer que este é sim um filme para a família toda, que nos traz lições bonitas e certa pureza… pena que não vai muito além disso.

Liliane Stoianov
Colaborador | Também do autor.

Trintona, psicolouca, pedagoga, ama viajar, tocar piano, compartilhar minha paixão que é o cinema, os devaneios e o que mais vier à cabeça durante as tramas e películas que assisto.

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