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A Chefa (Crítica)

Acredito que esta crise de criatividade dos roteiristas esteja um tanto sem limites pois a quantidade de filmes semelhantes que temos visto por aí chega até ser absurda, e é bem o caso deste novo filme estrelado por Melissa McCarthyA Chefa (The Boss) tem tudo para ser uma comédia épica por levantar uma bandeira de empoderamento feminino, mas descobrimos que talvez não seja tudo isso.

Film Title: The Boss

Conhecemos a história em 1975, quando a pequena Michelle Darnell (McCarthy) é devolvida para o orfanado de freiras por não se encaixar muito bem na nova família, e isso acontece diversas vezes até que Michelle já adolescente decide botar um basta em tudo. Em um salto no tempo, Michelle se torna uma famosa CEO de três empresas e autora financeira do best-seller fictício “Money Talks, Bullshit Walks” e é aclamada por seu público. Parece que o jogo virou, não é mesmo?

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Com sua carreira no auge, Michelle acredita ser intocável e não há nada que o dinheiro não compre para ela conseguir o que quer e claro, existem aqueles funcionários que trabalham sem descanso e dispostos a tudo como a Claire (Kristen Bell) e também temos aqueles que nem sempre querem seu bem. A protagonista começa a ser perseguida por seu ex Renault (Peter Dinklage) que tentará destruí-la a todo custo. E que maravilhoso ver Peter fazer um vilão de verdade! Logo Michelle se vê sem saída e não há mais ninguém disposto à lhe ajudar a se reerguer, mas talvez nem todos ficaram de olho apenas em seu dinheiro.

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Parece promissor, não é mesmo? A sensação que você sente ao longo do filme é que ele se torna um pouco maçante e talvez um picote de vários filmes dos atores escalados, inclusive os filmes de Melissa que tem diversas comédias onde ela passa por situações semelhantes. E claro, aqui foi construído uma personagem ótima, mas pouco explorada devido a uma falta de criatividade, pois o que é mais explorado é o fator “rejeição” que a personagem passou quando era mais jovem e não o fato de uma mulher como Michelle se superou ao longo dos anos, se mostrando competente aos olhos daqueles que se recusaram em lhe apoiar.

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Tudo acaba se perdendo com um roteiro preguiçoso e perde as forças, se tornando um filme de superação de traumas com muitos palavrões dignos de receber uma censura mais alta, mesmo que parte da trama envolva muitas crianças escoteiras.

Com certeza você irá assistir para passar um tempo e rir de suas passagens cômicas com ótimos atores, mas é facilmente esquecível.

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Natalia Seibert
Editor | | Também do autor.

Sou a diferentona viciada em séries de TV, filmes e fã de Ashley Tisdale. 100% ariana, não manjo nada de signos e já usei muito a desculpa de não querer sair de casa por que estava bem confortável com pijama e pantufa em casa. Não assisto filmes de terror a noite e muito menos sozinha!

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