“A Maldição da Casa Winchester” não dá medo, não assusta e não envolve.

O que falar de um filme onde uma das cenas consiste no fato de um sábio e inteligente personagem estar atirando insanamente em um fantasma, para logo em sequência constatar e explodir a cabeça do espectador com a seguinte afirmação: “as balas estão atravessando!”.

Baseado em uma história real cabulosa, A Maldição da Casa Winchester é uma daquelas verdadeiras pérolas onde todo e qualquer clima de horror e suspense é quebrado com tomadas desconexas, que invés de meter medo, nos causam aquele riso involuntário de nervoso.

Só para te situar um pouco, o filme é baseado na história da Mansão Wincherster, que fica na Califórnia, lá nos Estados Unidos. Essa casa é considerada uma das mais mal assombradas do país justamente pelo fato de sua proprietária sempre construir novos cômodos, com a intenção de aprisionar e confundir os fantasmas que foram mortos pelas armas que a empresa de sua família construiu… e que a assombram durante anos. A “casa” tem um total de 160 cômodos!

Pois bem. É lógico que invés de focar na história que interessa e seria bem bacana de todo mundo conhecer, eles resolveram só pegar o mistério do local e criar uma trama fictícia envolvendo sua moradora. Tá aí um dos maiores erros do filme, já que desperdiçam um conteúdo que tem bastante potencial e apostam em todos os piores clichês que você pode imaginar. Como eu gosto de dizer, os clichês não são e nem serão um problema se bem utilizados, coisa que é fato… não acontece aqui. Tudo o que vemos é um copia e cola de todos os filmes de terror que assistimos até hoje.

Se a previsibilidade da história não incomoda, os sustos gratuitos e ineficientes em determinado momento chegam a irritar. Parece aquele primo chato que toda hora fica berrando no seu ouvido e querendo te deixar com medo, saca? Nos dois primeiros fantasmas no espelho a gente até dá um pulinho, mas depois só piora por conta da falta de inspiração que A Maldição da Casa Winchester faz questão de esfregar na nossa cara.

Me surpreende uma atriz do porte de Helen Mirren fazer parte dessa verdadeira palhaçada. Jason Clarke também não dá para entender, com um protagonista cujas ações chocantemente não servem para nada na história. Apesar das boas atuações, elas não são suficientes para livrar o filme de ser um corredor polonês de falta de criatividade e lotado de situações que despertam a nossa chateação justamente por serem tão fraquinhas.

Enfim, quando vocês verem o cartaz desse filme, fujam, tipo corram mesmo dessa verdadeira bomba. A Maldição da Casa Winchester não dá medo, não assusta e também algo que eu acho que deveria ser crime quando falamos de uma produção do tipo: não envolve. Ele é um filme de terror super sem graça e esquecível, desses que nem vale a pena perder o tempo pois você já sabe como tudo vai acabar. Se eu fosse Sarah Winchester, sem dúvida alguma trancaria esse filme em um dos cômodos da casa só para proteger as pessoas de nossa nação. TÁ AMARRADO!

 

 

Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

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