Assassin’s Creed (Crítica)

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Assassin’s Creed é a adaptação de um famoso jogo de video game que tem uma legião de fãs. A série já vendeu milhões e inclusive ganhou uma expansão literária que complementa o universo dos consoles e a coloca como uma das maiores da atualidade. A versão para os cinemas foi super aguardada e todo seu material de divulgação era empolgante e prometia uma doideira deliciosa cheia de ação e adrenalina, coisa linda de se ver no cinema não é verdade? Eu odeio ser o portador das más notícias, mas no mundo do entretenimento  tudo pode acontecer e se neste caso posso parafrasear a rainha Lady Gaga, ‘não era amor, era uma ilusão perfeita‘.

Na trama Callum Lynch é um presidiário que foi sentenciado a morte. Após supostamente morrer, ele acorda em um laboratório e descobre que servirá como cobaia de um experimento onde fará uma regressão ao seu passado, mais precisamente em 1492 onde Callum é nada menos que um assassino com a missão de achar um artefato que pode mudar o mundo. Claro que no presente há pessoas atrás deste objeto e é aqui que começa toda a confusão dessa turminha trapalhona, um verdadeiro Deus nos acuda!

Vamos direto ao ponto? Assassin’s Creed tem uma ideia legal e consegue se ambientar muito bem quando a trama está em 1942, as cenas de ação são frenéticas e super bem feitas, mas não adianta nada ter isso sendo que o filme não tem tensão nenhuma. Tudo é construído de uma forma vazia, onde os acontecimentos não causam impacto nenhum e no final fica a certeza de que é um filme totalmente esquecível e que pouco surpreende em todos os sentidos.

Isso é uma verdadeira pena, já que ele tem um argumento muito bacana e uma trilha sonora que dá um certo clima, mas infelizmente a direção de Justin Kurzel é fraquíssima, com tomadas repetitivas e auxiliada por um roteiro confuso e lotado de furos, que vira uma verdadeira bagunça. Sério gente, tem tanta coisa mal explicada ali no meio que da até medo. Isso sem falar que todas as cenas de regressão, mesmo sendo o ponto alto do filme, estão ali sem desenvolvimento algum, são simplesmente desculpas para pancadaria e fingir que Assassin’s Creed tem um nível razoável de entretenimento profundo.

Se o roteiro cagado não é suficiente para causar espanto, adiciona ai personagens sem carisma ou desenvolvimento algum e uma atuação apática da oscarizada Marion Cotillard ( Piaf – Um Hino ao Amor ), que ficou o filme todo com a mesma cara e ninguém entende suas motivações, talvez ela não sirva para o gênero, já que não é a primeira vez que ela passa vergonhazinha, né? Lembram do Batman? Pois bem. Michael Fassbender ( X-Men: Apocalipse ) tirou leite de pedra e conseguiu levar tudo nas costas, mas infelizmente não foi o suficiente para elevar o nível da coisa toda. Assassin’s Creed é uma verdadeira bomba.

Eu só não digo que este é um filme horrível por que as cenas de ação valem o ingresso e Michael Fassbender ficou muito bem no papel, mas olha… sinceramente, só vá ao cinema se realmente conseguir desligar o cérebro, pois os defeitos da trama são gritantes e não precisa ser um grande entendedor para perceber. Talvez agrade os adolescentes e os fãs do jogo, mas fico muito triste de ver que uma história com tanto potencial, foi feita de uma maneira tão superficial, banal e confusa. Talvez Assassin’s Script fosse um título mais adequado…

Victor Piacenti
Editor Chefe | | Também do autor.

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

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