”Big Little Lies” é uma série que sabe brincar…. e te influenciar!

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Com uma narrativa envolvente criada através de roteiros bem escritos com personalidade e humanidade, entrelaçado por uma trilha emocional, manipuladora e ambiente; atores e atuações ricas e palpáveis, mais uma montagem evocativa, Big Little Lies entrega para a televisão mais uma produção de qualidade cinematográfica para a casa HBO, discutindo temas adultos de maneira madura para seu público. Três pares de olhos afiados convidam a audiência através do pôster para esta jornada de sete episódios e caso ainda exista dúvida se vale a pena, os nomes Whiterspoon, Kidman, Dern, Woodley e Kravitz devem ser necessários.

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Durante sua cena de abertura, as montagens mostram a forma como tudo há de se desenrolar e quais são os pontos centrais da trama. A canção de Michael Kiwanuka, Cold Little Heart, abre as portas relacionando imagens e o local onde se passa a história a suas personagens e seus estados pessoais, figuras adultas às crianças que estão sendo criadas naquele meio e seus olhares, sempre muito interligados e ainda assim ocasionalmente errados. Big Little Lies é uma série que sabe brincar e influenciar seu público a vilanizar e adorar o mesmo personagem a qualquer momento, seja através de suas ações e a visão de outros sobre determinada pessoa.

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Desta vez, mais uma série veio para mostrar que não se deve julgar atores por suas performances ou projetos passados. Shailene Woodley (Divergente) entrega-se para que seja vista uma mulher machucada por seu passado, mas que não toma o que lhe aconteceu como um escudo, ainda assim reconhecendo o abuso que lhe foi sofrido, Jane Chapman leva sua vida para frente carregando nuances das cicatrizes que ficaram consigo. Zoe Kravitz (Divergente) também, mesmo não aparecendo muito e sendo a personagem com menos problemas visíveis, carrega no olhar uma compaixão e sensatez que observam os conflitos externos como a percepção da audiência em tela, carregando a palavra definitiva e ainda assim misericórdia. Já Nicole Kidman (Moulin Rouge) e Reese Witherspoon (Livre) trazem sua experiência para as cenas, trabalhando desejo, tensão, coragem e vitimismo sem transformar suas vidas em um estereótipo. E Alexander Skarsgård (Tarzan) entrega a melhor performance masculina da temporada. Com um ar intimidador e poderoso, mesmo que mostrando ternura e uma habilidade incrível para mascarar personalidades.

Dessa forma, a minissérie veio para desbancar muitas series de 24 episódios com sua simplicidade e foco narrativo, deixando a mesma pergunta que Westworld para quem assiste: Será que precisa de mais uma temporada? A cena final deixa explicita a ligação que existe agora entre aqueles personagens e como as ações impactam tudo ao seu redor. Se os nomes citados voltarem para mais um ano, que seja com força total porque para melhorar o nível muito esforço tem que estar em jogo, e não somente histórias de crime.

 

Vinícius Soares
Colaborador | Também do autor.

Cinéfilo desde que descobriu o que significava cinema e o valor da Sétima Arte, viciado em séries em um nível saudável, desenha ocasionalmente e escreve mais do que come. Sonha em ser roteirista e jornalista e com certeza deseja ser um pouco mais alto

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