“Com Amor, Simon” deixou minha semana mais feliz.

 

Baseado em um livro de título um tanto quanto peculiar, “Simon vs A Agenda Homo Sapiens”, Com amor, Simon conta a história de… bem… Simon.. um guri que está trocando e-mails secretos e com uso de apelidos, com um menino da escola onde estuda. Ambos são homossexuais não assumidos, e claro, estão apaixonados um pelo outro. Sem saber quem é seu crush secreto, Simon começa a ser chantageado pelo hetero babaca da escola e todo esse romance fica ameaçado, colocando no garoto um complicado questionamento: sair ou não sair do armário?

Por mais tenso que pareça, a história de Com Amor, Simon é retratada com tanto bom humor, que traz uma sensação de leveza enorme no coração. Os personagens são pessoas normais, as situações são comuns e seus sentimentos extremamente críveis; é muito legal assistir um romance com essa temática, que não cai naquela coisa da promiscuidade e nos estereótipos do mundo gay. É tudo muito leve e mostrado com muita simplicidade, dessas histórias que nos deixam com um sorriso no canto do rosto o tempo todo, saca? É bom escapar da realidade às vezes e com simplicidade e sinceridade, este é um filme que consegue nos trazer isso.

Em muitos momentos de Com Amor, Simon me peguei lembrando de quando me assumi para os meus pais e também de várias passagens de quando tive o meu primeiro amorzinho. Aquele frio na barriga, a vontade de conversar, aquela ansiedade para vir uma resposta, são nesses aspectos que o filme nos ganha. Ele tem uma história muito próxima da realidade de muitas pessoas e é difícil não se conectar com o que vemos, não somente o público LGBT, mas também para amigos e familiares, que certamente se identificarão com alguma situação retratada nessa delícia de filme.

Diferente de muitas outras produções com essa temática, não estamos diante de uma trama onde tudo cai no clichê homosexual e até mesmo naquele lance de família brava e tradicional, muito pelo contrário, Com Amor, Simon vai totalmente contra tudo isso, tendo como resultado a inspiração para muitos terem coragem de assumir quem são e mostrando que se todo mundo abrisse um pouquinho a cabeça, certas questões nem deveriam ser polêmicas.


Vale muito a pena conferir tanto o livro, quanto o filme. Eu diria que ele é um A Culpa é das Estrelas feliz e sem gente sofrendo, mas também não menos emocionante. Com uma história criativa, rola também todo um suspense para saber quem é o boy misterioso e tudo isso lotaaaado de referências a cultura pop. Com Amor, Simon certamente fez a minha semana muito mais feliz e serviu como um abraço enorme na alma, espero que o mesmo aconteça com todos vocês 🙂

 

Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

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