Dominação (Crítica)

Imagina um filme de terror criativo, cheio de emoção, que você fica vidrado o tempo todo, onde as coisas fazem sentido, os acontecimentos são pertinentes e toda hora tem algo interessante acontecendo. Com certeza não é esse aqui. Dominação é definitivamente mais um exemplar de filme de terror fuleiro que chega nas salas do cinema com a intenção de tirar o nosso dinheiro com uma história que não é somente dispensável, mas também completamente esquecível e não acrescenta nada de novo ao gênero.

Vamos começar falando pela história. Aqui Seth Ember (Aaron Eckhart) é um padre exorcista, que não gosta de ser chamado assim pois inventou uma nova maneira de expulsar os demônios do corpo de alguém. Seu método consiste em entrar no subconsciente da vítima e assim convencer de que ela está na verdade em transe, tendo sua realidade controlada pela entidade e bla bla bla… um belo dia um garoto de 11 anos é possuído e o cara precisa ajudar. Fim de história. Por acaso ela te lembrou algo? Pois é, eu também lembrei de Sobrenatural.

Como se não bastasse a trama ser basicamente um crtl c + crtl v de outro filme famoso, ela simplesmente não empolga. É como se os roteiristas não tivessem história para, prestem atenção, UMA HORA E VINTE E SETE MINUTOS e ficassem inventando coisas para fazer sustância ali no meio, saca? Sério, para um filme dessa duração ser entediante, você já deve saber o que esperar, não é mesmo? Isso por que ainda nem comentei na atuação esquisitíssima de Aaron Eckhart, que aparentemente está passando por uma ”nicolascagezação” e não convence em momento algum, ajudando muito na atmosfera espantosa (no mal sentido, claro) que Dominação tem.

Como se tudo isso não bastasse, acrescenta ai no meio uma meia dúzia de personagens que estão ali para absolutamente nada, uma porção de cenas soltas que tem a intenção de dar sustos inexistentes e gente, sério, tem muito filme de terror bom que merece ser visto no lugar desse aqui. Se eu posso dar um conselho de amigo, EVITE ESSE FILME. Se sua curiosidade for maior, vai na fé e tal, afinal gosto é uma coisa complicada, mas não deixe ele como prioridade não, ok? A maior dominação aqui talvez seja a vontade de ficar mexendo no celular enquanto ele passa.

Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.