Eles realmente mereceram o Oscar?

A premiação mais conhecida do mundo frequentemente comete injustiças ao entregar as estatuetas. Desde o início da premiação, sempre tem aqueles casos em que na hora que anunciam o prêmio nós ficamos: MAS O QUE?? Permanecemos desacreditados por dias, até que nos conformamos e esperamos que na próxima edição a injustiça seja compensada de alguma forma. Tem longas tão fracos que ganham que chega a doer o nosso coraçãozinho, como alguns citados nessa lista, vamos conferir?

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Eis um filme que provavelmente 100 entre 100 pessoas concordam que não mereceu o prêmio de Melhor Filme. Em um ano disputado em que concorria com os maravilhosos O Resgate do Soldado Ryan e Elizabeth, o longa praticamente roubou injustamente várias estatuetas, sendo que na época inclusive houve boatos de que o estúdio havia comprado todos os prêmios. É mole?

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Mais um prêmio que Shakespeare Apaixonado usurpou foi o de melhor atriz. Aqui a treta foi pessoal e ofendeu muitos brasileiros, porque no ano Gwyneth Paltrow concorria com ninguém menos que Fernanda Montenegro por Central do Brasil. Além da consagrada atriz brasileira, Gwyneth concorria com Cate Blanchett e Meryl Streep gente. Concorrer com essas três meras atrizes que ninguém conhece e ainda ganhar por um filme tão… mediano. Alguém discorda da injustiça aqui?

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Eu sou suspeito pra falar desse filme, porque é um dos meus dramas preferidos, mas é indiscutível a injustiça cometida em 2004. O problema aqui foi que ele concorria com outros filmes maravilhosos, como O Segredo de Brokeback Mountain e Capote. Este foi mais um dos casos que trouxeram de volta a questão do preconceito na academia, dessa vez não racial, mas a homofobia. Todos esperavam que o filme estrelado por Jake Gylenhall e Heath Ledger fosse levar a estatueta de Melhor Filme, mas não foi bem assim.

Pra mim até hoje uma das maiores injustiças já cometidas pela academia. Em um ano em que Guerra ao Terror concorria com Preciosa, Amor sem Escalas, Up – Altas Aventuras e Bastardos Inglórios eu juro que nem notei a presença dele na premiação e aí ele foi e levou praticamente todas as estatuetas. Há quem diga que a academia premiou a película pela questão patriótica, mas convenhamos, ele não era nem de perto o melhor filme. Se compararmos com a qualidade dos outros indicados, ele fica lá embaixo.

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O ator em O Discurso do Rei levou a estatueta de Melhor Ator em papel principal e realmente, ele foi excelente como o Rei George VI, mas no ano estava concorrendo com Jeff Bridges em Bravura Indômita (um dos meus dramas favoritos), James Franco por 127 Horas (que entregou uma performance arrepiante), Javier Bardem por Biutiful e Jesse Eisenberg em A Rede Social. Essas quatro atuações foram sensacionais e mereciam muito mais o prêmio pela profundidade que entregaram.

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2001 foi um ano bem polêmico na academia, já que Uma Mente Brilhante, que concorria com O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel e Moulin Rouge. levou a estatueta. PELO AMOR DE DEUS GENTE, A Sociedade do Anel é um dos épicos mais épicos já feitos na história do cinema e isso é indiscutível. Muitas pessoas amam Uma Mente Brilhante e eu gosto dele, mas até hoje ninguém entende como ele levou esse prêmio concorrendo com os dois filmes sensacionais citados. Eu não consigo entender, e vocês?

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Para que fique aqui minha revolta, O Discurso do Rei tirou o prêmio de Melhor Filme de A Origem, Cisne Negro, A Rede Social, Bravura Indômita, Inverno da Alma e Toy Story 3. Ele era claramente o longa mais fraco da premiação e a cara de tacho de todo mundo quando anunciaram que tinha levado o prêmio foi tipo: OI??. Não tem como entender um prêmio desses, porque definitivamente, não havia nada de excepcional em O Discurso do Rei exceto pela atuação boa do Colin Firth. Academia, vamos parar com essas injustiças, por favor?

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Antes que vocês me matem, ou parem de ler, ou contratem assassinos de aluguel, Meryl Streep é minha atriz favorita e acho ela sensacional. Mas no ano em que ela concorria como melhor atriz por A Dama de Ferro, tínhamos no páreo Viola Davis por Histórias Cruzadas, Glenn Close interpretando um homem em Albert Nobbs e Rooney Mara como a exótica Lisbeth Salander em Os Homens que Não Amavam as Mulheres. A atuação da Meryl foi sim fenomenal, mas a questão é que ela batia de frente com outras atuações fenomenais e não me conformo até hoje que a Viola perdeu o prêmio porque chorei igual uma criança assistindo as cenas dela em Histórias Cruzadas.

Neste momento fica todo e qualquer gosto pessoal de lado, porque eu sou apaixonado por Jennifer Lawrence, mas a opinião pública em geral e com certeza certa é de que a atriz não merecia o prêmio. No ano em que venceu por O Lado Bom da Vida, J Law concorreu com Emmanuelle Riva e Naomi Watts que entregaram performances excepcionais em Amor e O Impossível. Eu sinceramente já esperava que ela fosse ganhar porque já tinha vencido a maioria das premiações, mas tinha uma pontinha de esperança de que a Naomi levasse, o que não ocorreu.

o-artistaTodo mundo sabe que a premiação adora filmes cults e normalmente são estes que acabam levando as estatuetas, e não foi diferente com O Artista. O filme além de não trazer absolutamente nada de novo pro cinema, ainda concorria com Histórias Cruzadas, A Invenção de Hugo Cabret, Meia Noite em Paris e A Árvore da Vida que são absolutamente superiores a ele tanto tecnicamente quanto em atuações. Quando O Artista venceu o prêmio, o público ficou dividido, muitos concordaram e muitos discordaram, mas concorrendo com essas películas, a injustiça é quase certa, né?

Edervan Baldin

Amante de ficção científica e filmes de super heróis. É fominha por seriados e ainda está esperando receber a cartinha para Hogwarts ou aparecer um guarda roupa que leve à entrada para Nárnia.