”Legion” é uma loucura DELICIOSA e você PRECISA assistir.

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Criada por Noah Hawley com base nos personagens da Marvel Comics criados por Chris Claremont e Bill Sienkiewicz em 1985, Legion é… única… bizarra… confusa… espetacular… um orgasmo visual… tudo, menos uma produção regular de super heróis. Diagnosticado esquizofrênico ainda bem jovem, David (Dan Stevens) passa por vários hospitais psiquiátricos  até que conhece Syd, uma paciente que não gosta de ser tocada e tudo sai loucamente dos trilhos.

Okay, a série em si não é tão confusa assim, em essência toda a ideia é simples. David foi infectado por um parasita mental, restos de um poderoso mutante telepata que foi derrotado pelo pai de David, quando ainda era um bebê, ele se alimenta dos poderes de David e espera o momento certo para avançar e tomar o controle do corpo de David e consequentemente de seus poderes. Viu, simples e se você ainda não entendeu, a série vai literalmente desenhar pra você, não esquenta.

O grande trunfo da série está realmente no conceito de toda a sua composição, cenários, planos, trilha e etc, tudo trabalha de acordo com a ideia de criar uma atmosfera “insana”, como se fossemos transportados para a mente de David, junto com os personagens da série e olha, tudo isso poderia ter ficado muito caricato e exagerado e brega e terrível se não fosse por três elementos.

Dan Stevens. David não é o mais maleável dos personagens, mas o cara tira água, leite, suco e até coca cola dessa pedra entregando certas nuances que só devem ser exploradas nas próximas temporadas, mas que por enquanto se resumiram bem nos detalhes e trejeitos de David, mesmo que nenhuma outra personalidade dele tenha sido nomeada, é impossível chegar ao final da temporada acreditando que ele é somente um “David”, e eu acho que isso é graças ao trabalho de Dan Stevens.

Aubrey Plaza. Aubrey é uma atriz que nasceu para estar nessa série e se não fosse Dan Stevens ela teria roubado TODA a cena para ela (ela só roubou 80% rs). Acho que quando alguém fala em Aubrey Plaza, a primeira coisa que penso é “estranha”, afinal como esquecer daquele momento Kanye dela no MTV Movie Awards? Mas olha, ela bota toda sua estranheza a trabalho de sua personagem, “Lenny”, e faz um daqueles trabalhos de cair o cu da bunda. Sinceramente, por mais que Dan Stevens seja incrível, se não fosse por Aubrey Plaza, toda a insanidade de Legion perderia força ou se tornaria apenas um aparato narrativo sem grande importância, ela leva as coisas a um outro nível quando toma controle do circo e sinceramente é uma delícia ver ele pegar fogo.

Conceito. A verdade é que Legion seria uma série “comum” se não tivessem optado por uma abordagem menos tradicional, permitindo que a narrativa fosse devorada pela história a ser contada e influenciasse diretamente em como a audiência a consumiria, sem passar a “insanidade” por um filtro, mas usando dos meios do universo criado para se desbravar os problemas apresentados. As memórias, por exemplo, não são meros flashbacks, elas estão vivas e tem influência direta não só pra quem assiste, mas principalmente para quem vive a história e nós não só vemos um flashback e pensamos “ah, então isso é por isso”, não, somos levados através da coisa toda e descobrimos juntos com os personagem que p@&$ exatamente tá acontecendo.

Legion é muita coisa, mas sinceramente, no fim, só o que importa é Aubrey Plaza e Lenny e Lenny e Aubrey Plaza (e Dan Stevens, te amo crush <3). ARGH! Lenny deixa eu terminar o texto! Então, Legion é muita coisa, Legion é insana, é visualmente de explodir a cabeça; é louca, louca sim mas de amor, e você precisa ver essa loucura!

Ah, não é uma doideira que o David seja filho do Professor Xavier??

Silas Mendes
Colaborador | Também do autor.

22 anos. ex-cinéfilo, deixou o cinema para viver com a TV e suas várias séries, mas mantém uma relação sadia com a sétima arte, com quem ainda divide laços afetivos (filmes favoritos). Música, livros, quadrinhos (DC Comics), escrita e ansiedade… cansado na maior parte do tempo.

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