Lego Batman: O Filme (Crítica)

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Sendo bem sincero, eu não estava com vontade alguma de assistir Lego Batman, sei lá, tive a impressão que seria daqueles filmes onde o trailer já mostrou tudo o que ele tinha de melhor e mesmo que aparentasse ser no mínimo divertidinho, ainda rolava aquela distância. Todo mundo já passou por isso alguma vez, correto? E todo mundo já quebrou a cara com isso, também concordam? Pois é, foi exatamente o que aconteceu comigo e quando o filme acabou eu só conseguia pensar em duas coisas: ‘’QUE SAMBA!’’ e ‘’UM DESENHO CONSEGUIU SER MELHOR QUE MUITO FILME DE HERÓI POR AÍ’’.

Na história de Lego Batman nós acompanhamos a incansável vontade do Coringa em dominar Gotham com a ajuda de Arlequina e sua trupe de vilões. Claro que o Batman sempre dá um jeito de destruir com os planos do seu ‘’arquiinimigo’’, só que dessa vez, em meio a uma crise de identidade, o homem morcego terá que deixar seu orgulho de lado e se juntar com novos amigos para enfrentar um perigo que vai muito além do universo que ele conhece 😉

Irônico, sarcástico e com um humor super inteligente, Lego Batman foi basicamente tudo o que Esquadrão Suicida deveria ter sido. O filme consegue captar toda a essência do universo da DC Comics e faz uma sátira muito bem feita sobre os personagens que nele habitam. Eles zoam tudo o que podem, desde os filmes do Batman dirigidos por Tim Burton, até os mais recentes dirigidos por Christopher Nolan… e isso é MUITO legal. Até a treta com o Superman é citada durante vários momentos da trama, mostrando o quanto eles se empenharam em fazer um humor que soe legal (e atual) para as crianças, mas também que seja interessante para os adultos. Inclusive, arrisco dizer que ele seja feito pensando até mais nos grandinhos, afinal, as referências sobre cultura pop também estão ali de montão e cara, eles realmente usaram e abusaram desse artifício. É uma delícia ficar reparando nessas coisas, principalmente depois que… bem, não vou contar para vocês, mas garanto que é uma surpresa deliciosa <3

Talvez o que mais seja legal em todo o filme, além das referências e humor ácido, seja o fato de que ele tem algo que a maioria dos filmes de super heróis perderam nos últimos anos, a diversão. Ultimamente é tudo muito sério e por mais que eles sejam bons, eu particularmente sinto falta dessa coisa mais lúdica e heroica, com planos mirabolantes e vilões histéricos. Lego Batman é isso, ele soa como uma verdadeira brincadeira de bonequinhos, com manobras loucas, uma história absurda e muita, mas muita, imaginação… coisa que me fascina demais e dá uma personalidade única ao filme. Os roteiristas realmente mataram a pau nesse quesito, a trama é bem amarrada e consegue dosar as mensagens para a criançada com toda a loucura da história, assim como o diretor Chris McKay (do desenho Frango Robô) conseguiu dar um tom inesquecível ao filme, afinal, não podemos esquecer que a marca LEGO remete ao ato de brincar fazendo o que quisermos e nada mais justo que o filme seguir essa linha de raciocínio, não é verdade? Essa ideia nunca foi tão bem vinda.

Ao meu ver, Lego Batman – O Filme não prometeu muito e entregou algo que me despertou muitas sensações. Eu ri, eu me empolguei, eu me diverti e acima de tudo, meio que voltei a ser criança, sabe? Tudo o que vi na tela não era muito diferente do que criava com meus bonequinhos e é super legal ver algo do tipo ganhando vida, ainda mais de uma maneira onde mistura toda essa inocência com um tipo de humor que muitas vezes nem soa tão ingênuo assim; é como se ele misturasse o melhor da infância das pessoas, com uma certa malícia da vida adulta e isso deu muito certo. Os mínimos detalhes aqui falam por si só e galera, seria ótimo se todos os filmes fossem feitos dessa maneira… com LEGO, claro, ficaria melhor ainda 😉

Victor Piacenti
Editor Chefe | | Também do autor.

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

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