“Liga da Justiça” é uma satisfatória e inofensiva surpresa.

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Uma coisa é certa: Batman vs Superman e Esquadrão Suicida foram dois banhos de água fria em cima do universo compartilhado idealizado pela DC Comics e pela Warner; ambos começaram com o pé esquerdo e levantaram muitas dúvidas sobre o futuro desse projeto megalomaníaco. Mulher Maravilha e Liga da Justiça tinham a marca da promessa e a missão de tirar a lama desse vidro; enquanto o primeiro teve o sucesso e aprovação absoluta tanto do público quanto da crítica, os problemas que o Clube do Batman passou durante sua produção (tipo a saída do diretor Zack Snyder devido problemas pessoais), ligaram o sinal de alerta e uma pergunta pairou sobre o mundo do entretenimento nos últimos meses: ‘’será que agora vai?’’. Afinal de contas, todo o futuro desse universo cinematográfico depende do sucesso deste filme.

Prometendo uma nova roupagem e um grande recomeço para os filmes anteriores, pode-se dizer que Liga da Justiça corrigiu muitos dos erros cometidos no passado. Com uma história menos complexa e um tom mais leve, aqui acompanhamos o que aconteceu com o mundo após a morte do Superman. O planeta está em luto e não se fala em outra coisa, mas na surdina, Bruce Wayne, junto de Diana Prince, está à procura de heróis que possam combater um terrível vilão, que tá doidinho para acabar com a terra. É aí que começa uma corrida contra o tempo e esse grupo precisa se reunir o mais rápido possível, afinal, não se pode salvar o mundo sozinho, ainda mais sem ajuda daquele que era a fonte de esperança da humanidade.

Com uma duração menor do que o habitual, aproximadamente 2 horas, Liga da Justiça tem como um grande acerto a sua simplicidade. Ele não é um filme com uma trama mirabolante e nem contém grandes reviravoltas, porém, acerta em cheio ao ser muito honesto e direto no seu propósito: divertir.  Estamos diante de uma história que acompanha um grupo de amigos super poderosos contra um cara malvadão, e eles abraçaram essa ideia, deixando um pouco de lado aquele tom sério e dando espaço para uma sensação bem gostosa de estar vendo um filme antigo de super heróis.

É como se um episódio de desenho animado tivesse ganhado vida e isso torna tudo bem gostoso de acompanhar. Toda a trama sabe os personagens que carrega e os aproveita da melhor forma. Cada um deles tem o devido destaque e podemos ver como contribuem na equipe, essa foi uma questão muito bem desenvolvida e aliada ao ritmo frenético, nos deixa bem satisfeito.

Como falei, tudo (se compararmos com o que já vimos) é bem simples, e talvez seja isso que o deixa mais legal, não precisamos ficar decifrando coisas, acompanhando lenga lenga, tudo que a gente precisa saber está ali e é isso… vamos direto ao ponto. A dinâmica da Liga lutando é incrível e rende momentos muito fodas, tipo uma cena no qual Aquaman e Mulher Maravilha descem o cacete no Lobo da Estepe. Se entregar à zona de conforto foi um grande acerto e isso acende uma luz no caminho da DC.

Claro que o filme tem seus defeitos, tipo uns cortes meio bizarros entre as cenas, um vilão que não convence muito e uma pequena falta de timing cômico, mas ao se preocupar em apresentar esse grupo e nos fazer torcer por eles, ganha pontos que contam muito mais do que os seus probleminhas. Ao compararmos com Batman vs. Superman, podemos afirmar que Liga da Justiça é sim uma satisfatória e inofensiva redenção… e surpresa.

Com Gal Gadot (Mulher Maravilha) mostrando quem é que manda na porra toda, cenas de ação empolgantes, um humor bem simpático e heróis que nos despertam a imaginação, Liga da Justiça é um filme muito bacana, capaz de despertar sensações e divertir durante todo o tempo. No meio de todo o caos que a cerca, a trama consegue entregar tudo aquilo que a gente imagina ao lembrar de Batman, Mulher Maravilha, Flash e todo o resto dessa galera juntos, não tem como considerarmos isso errado. Entra no cinema, desliga o cérebro e lembre-se… A NOSSA LIGA DA JUSTIÇA ESTÁ VIVÍSSIMA!

 

 

Victor Piacenti
Editor Chefe | | Também do autor.

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

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