Max Steel (Crítica)

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Você sabia que fizeram um filme para o boneco Max Steel? Sim, aquele mesmo que as meninas pegam emprestado dos irmãos para fazer de namorado da Barbie. Se você não sabia disso pode ficar tranquilo, estudos apontam que 90% da população não estava ciente e além dele já ter estreado nos EUA, já é considerado um dos maiores fracassos do ano, tanto de público quanto de crítica.

Só para constar, há alguns anos rolam boatos de um filme do personagem, tanto que Taylor Lautner estava ligado ao projeto, mas eis que um belo dia as informações pararam e isso ficou esquecido. Em agosto de 2016 foi lançado, DO NADA, o trailer da adaptação e todo mundo que teve acesso ficou chocado, não apenas pela revelação repentina, mas por ser também uma produção de baíxissimo orçamento que pouco combina com a essência megalomaníaca de um dos bonecos favoritos dos donos das lojas de brinquedo.

Na trama Max MacGrath (Ben Winchell) é um garoto que acabou de perder o seu pai em um acidente. Como se lidar com isso não fosse o bastante, ele começa a reparar que uma espécie de ”onda de eletricidade” sai do seu corpo e tudo muda drasticamente quando um robô alienígena vem ao seu encontro, alegando que eles estão ”linkados” e precisam trabalhar juntos para combater todo o mal que possa aparecer por aí.

Indo direto ao ponto, sem enrolação, não há muito a ser dito além de que eu esperava algo bem pior. Não que o filme seja maravilhoso e pá, nada disso, mas gente, segundo o Rotten Tomatoes, Max Steel tem 0% de aprovação da crítica e isso é assustador quando paramos para pensar, mas de verdade, nem achei tudo tão abominável assim. É nítido que o filme foi feito para agradar um público alvo específico, pré adolescentes, então é bem aquela coisa, você tem que assistir sabendo que não pode esperar demais, se não a raiva vai vir na certa. Ele é a cara da Sessão da Tarde e talvez essa seja a explicação de seu fracasso, ninguém quer pagar para assistir algo que fica muito melhor de ser visto em casa.

O elenco até que se esforça (menos Andy Garcia, que sim está no filme e socorro é ruim demais!) os efeitos são decentes para a sua produção, a história é bem basicona e é isso galera, Max Steel é um filme sem muitas novidades e que aparentemente foi colocado o nome do boneco (ou desenho) ali apenas para tentar fazer um dinheirinho, pois ao meu ver, esse roteiro serviria para qualquer filme sobre um garoto descobrindo seus poderes e que se não fosse o título, talvez nem saísse do papel. Não vale o ingresso do cinema, mas também não diria que não vale a pena dar uma chance caso apareça nas suas sugestões da Netflix, saca? Pelo menos ele é rapidinho e serve como um passatempo, que mesmo com potencial para ser muito melhor, tem a proeza de não ser um afronte à mente humana igual C E R T O S F I L M E S por aí.

Max Steel estreia dia 26 de janeiro.

Victor Piacenti
Editor Chefe | | Também do autor.

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

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