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Meu Amigo, o Dragão (Crítica)

Se tem uma coisa que a Disney sabe fazer muito bem são histórias que falam sobre amizade e a influência que elas tem em nossas vidas. Desde a sua existência, essa é meio que sua marca registrada e acredito que todo mundo tem algum histórico ou até vínculo com alguma dessas tramas.  Meu Amigo, o Dragão é a refilmagem de um filme homônimo do estúdio, lançado em 1977 e que a Casa do Mickey achou ser uma boa ideia apresentar para uma nova geração. Com uma roupagem e tom bem diferente de seu original, eles apostaram em efeitos de primeira e se jogaram de cabeça na emoção que aperfeiçoaram ao longo destes anos. Como já é esperado, é claro que eles arrasaram <3

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Nesta nova versão, Pete perde os pais em um acidente de carro e acaba ficando perdido em uma imensa floresta. O que o menininho não sabe, é que neste mesmo lugar se esconde um solitário dragão e não demora para que seus caminhos se cruzem, dando início a uma amizade que vai muito além de palavras. Porém, quando os anos passam, ele descobre que há um mundão lá fora e que seu amigo pode não ser muito bem visto pelos demais, colocando não só a sua existência em perigo, mas também tudo o que construíram.

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Focando bastante nas descobertas do garotinho e óbvio, na amizade incondicional entre duas espécies, Meu Amigo, o Dragão é um filme que tem tudo para mexer com o lado sentimental da galera. Ele é recheado de cenas fofas que exploram bem demais a dinâmica entre Pete e Elliot (o dragão), mostrando seu cotidiano lotado de brincadeiras e cumplicidade; de uma forma leve, bonita e inocente, que ajuda muito a criar um vínculo com os personagens, algo que ao meu ver é extremamente necessário para a história se tornar especial e suas lições terem sentido. Como é de praxe, elas são muitas e fazem não só as crianças refletirem, mas também aos adultos, pois apesar desse afeto ser com um personagem lúdico, a grande maioria das pessoas já se apegou a um bichinho de estimação e é nesse ponto que ele nos fisga, Pete e Elliot poderia muito bem ser, sei lá, eu e o Cidão, meu cachorro. Confesso que chorei e não foi pouco, não pude evitar.

Ele também conta com uma trilha sonora muito gostosa e um elenco que super dá conta do recado, além dos novatos Oakes Fegley e Oona Laurence, estamos falando de Bryce Dallas Howard (A Vila) e o veterano Robert Redford (Capitão América – O Soldado Invernal), que já deixaram bem claro que não devem nunca ser subestimados. Já consigo até visualizar a Globo o exibindo nas tardes de domingo e a criançada toda reunida com suas famílias para assistir, dá maneira que ele foi imaginado, simples assim <3

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Meu Amigo, o Dragão é um filme muito bonito, lotado de magia e encanto, desses que você consegue assistir várias vezes, sempre com um sorrisinho no canto do rosto e também uma lágrima pronta para escorrer pela bochecha. Como um dos personagens diz, se você se propor, verá coisas mágicas onde menos espera, creio que ele teve total razão e não há melhor definição para essa delícia: MAGIA PURA. Adote um dragão você também, quem sabe assim o nosso mundo não se enche de afeto, cumplicidade e também de uma coisa que sempre é bom reforçar: AMOR.

4 estrelas

Victor Piacenti
Editor Chefe | | Também do autor.

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.