”Meu Malvado Favorito 3” é engraçadinho, mas não vai além disso.

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Está chegando aos cinemas mais um capítulo de uma das franquias mais lucrativas da atualidade: Meu Malvado Favorito. Sem muitas novidades ou surpresas, desta vez, Gru e Lucy não conseguem impedir que o ‘’menino malvado demais’’, Balthazar Bratt, roube o maior diamante do mundo e acabam perdendo seus empregos na Liga Anti Vilões. Eis que o nosso malvado favorito recebe a notícia de que tem um irmão gêmeo bilionário que está louco para conhecê-lo… e claro, também não quer perder a chance de fazer umas vilanias utilizando todos os seus recursos. É aí que Gru une o útil ao agradável e decide assaltar a casa de Balthazar com o intuito de reconquistar o seu cargo; só que o vilão também tem seus planos maquiavélicos e não pretende deixar a raça humana sair impune por conta de um grande trauma de seu passado.

Sabe galera, eu não sou um dos maiores fãs da franquia Meu Malvado Favorito. Tudo bem que acho os filmes engraçadinhos e é inegável o quanto ela contribuiu para a cultura pop nos últimos com seus personagens e momentos marcantes, mas apesar disso tudo, o conjunto de toda essa obra não me cativa tanto assim. Dito isso, vocês devem imaginar a tortura que deve ter sido para esse que vos fala assistir essa terceira parte, mas confesso para vocês que não achei o resultado dos piores, mesmo com algumas ressalvas, tive um tempinho legal na companhia de Gru e dos Minions e dei umas boas risadinhas. Não vou negar, tenho um crush por humor bobo e convenhamos, aqui tem de sobra!

Tudo bem que esse é de fato o mais fraco da franquia justamente por não conter mais novidades e demonstrar que a sua fórmula de sucesso está dando sérios sinais de desgaste. As piadas são basicamente as mesmas dos outros filmes e até mesmo a história como um todo não demonstra lá muita criatividade; mesmo inserindo um (desnecessário) irmão para o Gru e tendo um vilão bem legal responsável por diversas referências dos anos 80, parece que nada do que vemos é realmente empolgante e mesmo que ainda tenha sua eficiência em divertir e um alto potencial criativo, já que estamos falando de super vilões, a impressão que dá é que Meu Malvado Favorito 3 foi feito apenas para manter seus protagonistas na cabeça das crianças por mais um tempo, sem se preocupar muito em criar uma atmosfera envolvente e passar uma lição relevante para o seu público alvo. Isso não é errado, mas já que estão investindo tantos milhões, não custa nada um pouquinho mais de TCHAM na coisa toda, concordam?

Resumindo, se você gosta da franquia e ainda não cansou de ver os Minions correndo de um lado para o outro enquanto se batem, ou se você não liga dos personagens gritarem praticamente durante todos os seus 90 minutos de duração, Meu Malvado Favorito 3 foi feito especialmente para você. Agora se você não se enquadra nessa faixa e não tem a opção de passar batido por este filme, pelo menos há uma trilha sonora dos anos 80 bem legal e uns momentos que certamente vão te fazer rir, afinal, umas bobeirinhas fazem bem de vez quando e o que importa mesmo é passar um tempo sem pensar nos problemas do dia a dia. Nesse ponto o filme arrasa e cumpre certamente a sua missão, mas no fundo nós sabemos que Hollywood consegue fazer beeeeem melhor 😉

Victor Piacenti
Editor Chefe | | Também do autor.

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

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