”Mulher Maravilha” irá incomodar aqueles que vivem de passado e ódio.

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Enquanto a história se concluía na tela, e a trilha sonora estrondosa derrubava a sala IMAX do Cinépolis JK, eu só conseguia pensar no quanto esse filme me fez feliz. No quanto Diana me faz feliz. No quanto Gal Gadot e Patty Jenkins me fizeram feliz. Enquanto Batman v Superman acelerou minha mente com uma trama cheia de simbologias, Mulher Maravilha foi aquele abraço gostoso.

Baseado na icônica personagem dos quadrinhos criada por William Moulton Marston em 1941, e dirigido por Patty Jenkins (Monster), Mulher Maravilha segue Diana, uma guerreira amazona da ilha de Temiscira, que ao ser alertada pelo espião Steve Trevor de que uma iminente e terrível guerra acontece no mundo dos homens, parte com ele para a guerra, para ajudar a todos que puder, para lutar por quem não puder lutar por si mesmo.

Mulher Maravilha foi tido como um projeto complicado de ser adaptado por muitos anos, mas isso não parece ter sido algo que contaram para Patty Jenkins, pois sem firulas, ela trás a casa abaixo, em um filme que sabe usar o humor a seu favor de forma inteligente, sem se intimidar e evitar os momentos mais intensos. Patty dá uma aula absurda de direção, seja nas cenas mais íntimas ou nas sequências alucinantes de ação (que acredite, são TODAS absurdamente incríveis), mas o que seria de Patty sem Gal Gadot?

É incrível ver uma atriz com tão pouca experiência compor tão bem uma personagem e não só isso, mas carregá-la tão bem em dois projetos tão diferentes quanto a personalidade dessa personagem em ambas adaptações. Gal não tem a menor dificuldade tanto em cenas cômicas, quanto cenas dramáticas ou sequências de ação, firmando de uma vez por todas que ela é sim nossa Mulher Maravilha, e é fantástica!

Quanto ao resto do elenco eu não irei falar muito para não entregar nada, mas todos são ótimos de se ver em tela, Chris Pine fez um ótimo trabalho como Steve Trevor e sua química com Gal é na medida, seja o que for que a cena peça, os dois entregam. Agora, não vá ao cinema esperando uma história mirabolante, Mulher Maravilha tem sobretudo uma história simples, uma história simples que ganha vida com uma direção incrivelmente hábil, uma protagonista versátil e um elenco muito bem composto.

Ícone feminista, Mulher Maravilha é adaptada com muito carinho e respeito, nunca fazendo concessões, nunca abaixando a cabeça para quem possa não gostar. Repleto de mulheres incríveis, Mulher Maravilha não decepciona e irá incomodar aqueles que vivem de passado e ódio.

Enfim, eu imaginei escrever algo digno de Diana (e talvez quando você ver o filme entenda o que quero dizer), mas prefiro não entregar nada dessa obra Maravilhosa e que você veja e se surpreenda e se emocione como eu. Que Mulher Maravilha também te faça feliz!

Silas Mendes
Colaborador | Também do autor.

22 anos. ex-cinéfilo, deixou o cinema para viver com a TV e suas várias séries, mas mantém uma relação sadia com a sétima arte, com quem ainda divide laços afetivos (filmes favoritos). Música, livros, quadrinhos (DC Comics), escrita e ansiedade… cansado na maior parte do tempo.

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