”Nunca Diga Seu Nome” é um belo exemplo de como c#!%& em cima de uma história

A história de Nunca Diga Seu Nome acompanha três jovens que se mudaram para uma casa nova e durante sua festa de boas vindas resolvem ‘’limpar a energia’’ do local. É ai que eles descobrem um cabra chamado The Bye Bye Man, uma entidade cujo nome não deve ser dito em voz alta ou muito menos pensado, pois uma vez que ele entra na cabeça das pessoas, coisas estranhas e mortais começam a acontecer. A partir daí eles se tornam um perigo não só para si próprios, mas também para todos ao redor.

NÃO PENSE, NÃO FALE! Essa é uma das frases que imperam o terror Nunca Diga Seu Nome. Com uma premissa diferente do que vimos nos últimos anos e um vilão visualmente assustador, o filme demonstrou um potencial gigante para a diversão, pena que toda essa ideia tenha sido desperdiçada com uma história chata e que enrola muito para chegar no ponto que deveria. Acompanhamos personagens toscos, com situações confusas e bobas que pouco envolvem na atmosfera macabra que ele prometia. Ao longo do filme acompanhamos essa galerinha do barulho enlouquecendo, mas tudo cai naquele velho clichê de ‘’policia desconfiando do mocinho’’ e gente isso não cola mais. Ninguém aguenta mais uma trama assim!

Depois da metade as coisas ficam um pouco melhores e o filme ganha um outro ritmo, nós não sabemos o que é alucinação e o que é real e isso é bem interessante, pena que demora muito para chegar nesse ponto e quando parece que tudo vai melhorar de vez… ELE ACABA! Nós aguentamos a troco de nada toda a confusão no roteiro, as atuações ruins e a enrolação para mostrar quem era o The Bye Bye Man. Nunca Diga Seu Nome é um belo exemplo de como cagar em cima de uma história que tinha tudo para ser bem legal. Clichê por clichê, antes tivéssemos visto uma trama com cinquenta jovens bobos presos e enlouquecendo em uma casa, com certeza o resultado seria outro e pelo menos veríamos mortes em abundância e caos instalado, coisa que não só não acontece aqui… como também não convence.

Nunca Diga Seu Nome não é de todo ruim, mas também nunca alcança o potencial que sua história demonstrou. Talvez com uma direção mais ousada e mais clareza nas ações e motivações de seu ”temido” vilão as coisas fossem diferentes. No mais, é um filme para assistir de madrugada sem pensar muito e apenas para passar o tempo mesmo, há algumas cenas bem violentas e depois da metade a coisa dá uma engrenada, porém, parece que o roteiro nunca abraça de verdade seu lado divertido, tornando a história sem emoção e também algo que acho um crime quando se trata de terror: sem meter medo. Uma pena 🙁

Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.