O Bebê de Bridget Jones (Crítica)

Olha ela aqui de novo, a solteirona que é um fenômeno nos livros e que retorna aos cinemas do mundo nos trazendo um novo capítulo para a comédia romântica estrelada por Renée Zellweger. Este é aquele filme que fará parte das maratonas dos canais de comédia da tv a cabo ou será um coringa nos filmes de sábado a noite dos canais de tv aberta pois com certeza atingirá seu publico alvo em determinados horários que são estereotipados nos filmes anteriores mas neste talvez nem tanto…

Bridget Jones's Baby

Bridget Jones está novamente solteira, mas antes de revirar os olhos vamos com calma, tudo começa quando ela finalmente consegue se livrar da bolha de negatividade que ela constantemente vivia nos dois primeiros filmes, onde absolutamente tudo dava errado em sua vida, mas em comédia romântica raramente os finais fogem do clichê, porém neste caso conseguimos assistir a uma evolução da personagem que se reconstruiu na vida graças às desilusões amorosas. A Bridget de hoje tem um emprego de produtora num programa de TV, tem amigas novas que servem de apoio quando seus outros amigos atualmente estão vivendo o drama da vida de casado e com filhos recém-nascidos. Em um encontro inesperado num funeral, Bridget dá de cara com seu ex Mark Darcy (Colin Firth de Kingsman: Serviço Secreto) que agora está casado e tudo volta à tona para o casal.

Bridget Jones's Baby

Decidida a não ficar na bad, Bridget se recusa a passar seu aniversário sozinha e parte para um festival de música com uma de suas colegas de trabalho que está no auge dos seus 30 anos e disposta a apoiar sua amiga quarentona. No festival, a moça conhece Jack (Patrick Dempsey de Grey’s Anatomy), um bilionário bonitão que a resgata de um acidente, pois estamos falando de Bridget Jones Haha Enfim, tudo parece fugir do obvio até agora, não é mesmo? A nossa heroína descobre que está grávida, mas não sabe quem é o pai. A partir daí a coisa começa a sair dos trilhos…

6

O Bebê de Bridget Jones tinha a faca e o queijo na mão para construir um filme mostrando o poder de uma mulher independente no mundo atual, que é citado no filme através da mãe de Bridget, que é conservadora. Porém, caímos novamente na comédia romântica de conto de fadas, onde assistimos dois homens lutando pela atenção da mulher. Até temos o questionamento da protagonista em relação à isso, ela se pergunta se não poderia tomar as rédeas e lidar com a situação de mãe solteira, até sua obstetra (Emma Thompson de Walt nos Bastidores de Mary Poppins) diz a ela que não há problema nenhum em ser mãe solteira. Mas não… chegamos ao dramático mundo da mulher com 40 anos que precisa ser casada para criar seu bebê e ter o marido dos sonhos.

Bridget Jones's Baby

Claro, estamos falando de um filme que foi adaptado de um livro e que ~ eu não sou capaz de opinar ~ sobre ele mas posso falar sobre o que assisti. Sempre tive um pé atrás com esta personagem e da forma como ela é construída, a forma da visão machista do mundo com a mulher. Não que ela não possa ser feliz com uma “tradicional” mas a oportunidade que este filme teve de mostrar um outro lado da maternidade foi desperdiçado para ser fiel aos livros (pois tenho certeza que haverão mais adaptações da série) e ser fiel ao retorno lucrativo do estúdio e produtoras.

7

Você com certeza dá boas risadas, as participações de Emma Thompson e Ed Sheeran são importantes para reforçar ainda mais que estamos tratando de uma história que está acontecendo atualmente no mundo, porém acabamos em mais do mesmo.

3 estrelas

O Bebê de Bridget Jones chega aos cinemas brasileiros em 29 de setembro.

Natalia Seibert

Sou a diferentona viciada em séries de TV, filmes e fã de Ashley Tisdale. 100% ariana, não manjo nada de signos e já usei muito a desculpa de não querer sair de casa por que estava bem confortável com pijama e pantufa em casa. Não assisto filmes de terror a noite e muito menos sozinha!

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