“O Castelo de Vidro” tem tudo o que um bom drama precisa.

Eu adoro dramas baseados em fatos reais. Sério, gosto muito de chorar assistindo um filme e esse gênero é batata para isso. Adaptado do livro de mesmo nome, que ficou por SETE ANOS na lista de mais vendidos no The New York Times, O Castelo de Vidro conta a história de sua autora, Jeannette Walls, uma mulher bem sucedida que esconde uma história de vida cheia de altos e baixos.

Misturando passado e presente, ao longo da narrativa acompanhamos tudo o que aconteceu com Jeannette (Brie Larson), que passou muito perrengue com os problemas do pai alcoólatra (Woddy Harrelson ) e da mãe excêntrica (Naomi Watts); fatos que impediram que ela e seus irmãos tivessem uma infância comum. Mesmo com todo esse cenário, o que pega mesmo em O Castelo de Vidro é a sua lição, que mostra que mesmo que os defeitos de alguém gritem, os pontos positivos não deixam de existir. É aí que o filme nos ganha, afinal de contas, ele fala sobre problemas familiares, algo muito comum e que ninguém está imune, concordam? Por se tratar de um tema tão próximo de bastante gente, é muito fácil de se identificar com tudo o que vamos ao longo dos 127 minutos de duração.

Esta é uma história sobre promessas não cumpridas, sobre os sonhos que não se tornaram realidade e todos aqueles sentimentos que temos ao longo do nosso crescimento. Com atuações poderosas de todo o elenco e uma narrativa leve –  ainda que de certa forma seja triste – nós acompanhamos a vida difícil e cheia de acontecimentos de uma família disfuncional. Nós testemunhamos seus momentos felizes e seus momentos mais tensos, tudo conduzido da forma que um bom drama deve ser; sem pressa e desenvolvendo seus conflitos com o tom que cada momento precisa, sem apelar para nada. Tudo rola de uma forma muito natural e nem um pouco entediante.

O Castelo de Vidro é um ótimo filme para quem vive dramas familiares, não que você precise passar por algum para aproveitá-lo, mas por se tratar de uma trama tão pessoal, é necessário um pouco de sensibilidade e compreensão com tudo o que rola. Sua lição no final de tudo é muito bonita e lembramos por que o amor deve ser incondicional, mesmo que seja muito difícil de aceitar em diversos casos. Auxiliado por elementos essenciais quando falamos de filmes dramáticos e um elenco absurdamente talentoso, este é um filme necessário caso você não dispense uma história triste na listinha do que assistir no final de semana 😉

Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

>