O Espaço Entre Nós (Crítica)

O Espaço Entre Nós abriga em sua produção uma história fantástica sobre a descoberta de um adolescente em relação às suas origens, a vida, as pessoas e um mundo ao qual ele não pertence, mas que o fascina ao ponto de querer fazer parte dele.

Nessa jornada destemida, conhecemos o personagem Gardner Elliot, um garoto inteligente, puro, ingênuo e verdadeiro, vivido pelo ator Asa Butterfield, que por um acaso do destino, teve a sorte (ou o azar) de se tornar o primeiro ser humano nascido em Marte, e tudo parecia estar tranquilo, até ele se tornar um adolescente cheio de dúvidas e questionamentos que o levaram a ir atrás das mais diferentes respostas, eram dúvidas tanto sobre o que acontecia fora de sua “bolha” espacial, até dentro de si mesmo, e essas respostas ele encontraria no distante planeta chamado: Terra.

Além do personagem de Butterfield, temos introduzida na história, a personagem de Brit Robertson , a corajosa e rebelde Tulsa, que já passou por poucas e boas e acaba se tornando não apenas uma amiga, mas um grande apoio e um guia numa terra, antes desconhecida por Gardner, é então que a amizade virtual dos dois, se torna real e muitos outros sentimentos começam a vir à tona. A química entre os protagonistas é tão espontânea, sincera e inocente, que dá mais veracidade ao romance, que fica leve e arremata toda a atmosfera de descoberta e crescimento de ambos.

Com personagens sensíveis, uma trama cativante, repleta de agradáveis paisagens, uma fotografia belíssima e de quebra, uma boa trilha sonora, acompanhamos uma história emocionante que mistura romance, drama e ficção científica, na viagem magnífica desses dois adolescentes que vão descobrir não apenas as origens da família de Gardner, como também vão aprender muito sobre adaptação, amadurecimento e o valor da honestidade.

Liliane Stoianov

Trintona, psicolouca, pedagoga, ama viajar, tocar piano, compartilhar minha paixão que é o cinema, os devaneios e o que mais vier à cabeça durante as tramas e películas que assisto.

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