“O Rei do Show” é um musical MUITO contagiante.

 

Inspirado em uma história real, O Rei do Show conta a história de P.T Barnum, um rapaz que cresceu com muitas dificuldades, porém cheio de imaginação. Prometendo sempre dar uma vida boa para sua esposa e suas duas filhinhas, ele vê tudo isso desmoronar quando perde o emprego. É a partir daí que o cabra tem uma ideia grandiosa e ousada, montar um espetáculo reunindo várias pessoas que são julgadas por serem aberrações e assim mostrar para todo mundo que um verdadeiro espetáculo não está na aparência, mas sim em sua essência.

O Rei do Show é daqueles filmes que tem tudo para agradar todo mundo. Uma história inspiradora, personagens cativantes, uma fotografia bonitona e como se trata de um musical, ele é lotado, tipo absurdamente, de cenas capazes de fazer o nosso queixo cair. Ele tem tudo aquilo que pensamos quando a palavra “cinemão” vem na nossa cabeça e não tem pudor nenhum em nos entregar isso.

Sua história simples, leve (e até mesmo clichezona) é capaz de nos arrancar lágrimas, risadas e nos deixar com os olhos deslumbrados, é um filme que não tem medo de se assumir como uma belíssima Sessão de Tarde e isso não é nem de longe uma coisa ruim, afinal, quem não gosta de passar um tempo agradável na companhia de uma história que dá um verdadeiro abraço no coração?

Isso tudo sem falar nas canções (uma melhor que a outra) que dão um tom muito original na produção; com suas batidonas e ritmos modernos que não condizem com a época na qual ele se passa, somos apresentados a uma mistura que funciona demais e além de ser muito contagiante, nos ajuda a embarcar em toda a história, algo que não seria muito difícil já que ela fala sobre sonhos e imaginação, elementos chave que nos fazem esquecer do mundo lá fora e sentir coisas que só o cinema nos traz.

Algo que também fez muita diferença em O Rei do Show, foi a presença de Hugh Jackman. Dono de um carisma gigantesco, é nítido o quanto ele estava se divertindo neste papel e mesmo que seja um cadinho bizarro ver o Wolverine se acabando de tanto dançar, foi algo que somou demais no final de tudo. O cara domina todas as cenas e tem uma ótima química com Zac Efron, que por sinal, conseguiu ficar o filme todo com a camisa no corpo e tem um personagem com um pano de fundo bem bacana.

O elenco de apoio então nem se fala, apesar de Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn) e Rebecca Ferguson (dona de uma das músicas mais arrepiantes!) terem ótimas cenas, é a novata Keala Settle quem acende os holofotes como a famosa Mulher Barbada. Não é a toa que This Is Me, canção que ela lidera, foi indicada ao Globo de Ouro e muito provavelmente também ao Oscar. Essa cena é um verdadeiro pisão!

O Rei do Show é um filme muito, mas muito legal, desses que o sorriso fica estampado na cara e o pé mexendo sem parar. Suas cenas são de uma energia gigantesca e embalado por canções muito bem escritas, tudo fica ainda mais delicioso. Arrisco dizer que este é um dos musicais mais contagiantes dos últimos anos e a sensação de leveza que ele nos traz, assim como sua mensagem de aceitação ao próximo e liberdade, tem tudo para permanecer durante muito tempo não só na cabeça dos fãs de musicais, mas também nas nossas playlists <3

 

Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.