Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood (Crítica)

Confesso, quando fui ao cinema assistir ao novo filme estrelado por Renato Aragão, fiquei meio receoso, esperando algo parecido com os últimos filmes do comediante. Atrações infantis que pouco recordam aos antigos filmes protagonizado pelo quarteto tão carinhosamente lembrado até os dias de hoje, os trapalhões. Felizmente tive uma grata surpresa, não esperava que o filme me trouxesse de volta a minha infância, quando na frente da tv, com um copo de achocolatado na mão e salgadinhos na outra, assistia a trupe fazendo as palhaçadas que tiravam muitos sorrisos de um garoto bobo como eu.

Os Saltimbancos Trapalhões – Rumo a Hollywood, nada mais é do que um reboot de um filme de 1981, onde gira em torno do mundo de um circo, que precisa se reinventar para não acabar, isso tudo por conta da proibição dos animais utilizados nas atrações. Assim como no original, as músicas estão presentes para relembrar toda a nostalgia da primeira versão, com uma nova roupagem, mas sem tirar o brilho do filme.

As piadas apesar de serem batidas e até previsíveis, tiram aqueles sorrisos despretensiosos do público que não estavam mais acostumados a rir com feitos realizados por Renato há muito tempo. O mesmo jeito, as mesmas características, que fizeram dele um dos trapalhões mais adorado. A dinâmica entre Renato e outro trapalhão (Dedé) também é um ponto alto do filme, quando mostram que aquele magia do filme de quase 36 anos ainda existe, mais infelizmente em um número menor de palhaços. O resto do elenco não fica atrás, bem entrosados e inspirados com seus respectivos trabalhos no longa, parecem estar muito satisfeitos e felizes com a homenagem que estão prestando.

Letícia Colin e Emílio Dantas dão vida aos musicais como poucos, já que estão acostumados com esse tipo de atuações. A filha de Renato, Lívia Aragão e o amigo de longa data da trupe, Roberto Guilherme, ajudam tudo a ficar mais harmonioso. Dan Stulbach faz uma breve participação, como Tom Hanks, comparando sua semelhança com o ator americano, que por sinal é engraçadinha, algo semelhante acontece com Alinne Moraes.

O filme até certo ponto é bem satisfatório, mas temos em seu final os momentos mais bonitos, onde vemos uma nítida emoção de Renato e uma linda homenagem aos trapalhões originais (com uma cena de Mussum e Zacarias), que com certeza ira deixar os fãs com aquele sorrisinho bobo no rosto. Claro, o filme comparado com o seu original fica devendo pois estamos em outra época, onde esse tipo de piada não é necessariamente tão engraçada, mas com certeza quem acompanhou esses personagens por tanto tempo vai ficar feliz, pois apesar desse filme ser uma bela homenagem a carreira de Renato Aragão é também um presente para seus fãs.

 

Thiago Martins

29 anos, formado em Administração, atualmente estudante de Arquitetura e Urbanismo e só Deus sabe qual será a terceira. Apaixonado por filmes, séries, livros, HQs e tudo mais que me leve para outro mundo. Sofro de Coulrofobia (medo de palhaço) e seres rastejantes. Espero um dia ver todos os livros que gosto, retratados em bons filmes. Como um bom nerd, sonho em conhecer o Stan Lee.