”Os Smurfs e a Vila Perdida” tem tudo para desapontar os adultos.

Depois de dois filmes em live-action, a franquia das criaturinhas azuis chega aos cinemas em uma animação extremamente colorida e 100% animada em 3D. Focando na diva Smurfette, a trama acompanha a fofa em uma aventura para descobrir quem ela é realmente e qual o seu lugar no mundo dos Smurfs, descobrindo uma vila perdida que está ameaçada pelo terrível Gargamel e que junto de seus amiguinhos precisa correr contra o tempo para avisar os seus habitantes do perigo que correm. Só que ela mal sabe o que a aguarda nesse mágico local.

 

Os Smurfs e a Vila Perdida é um filme bonitinho, fofinho, engraçadinho e visualmente deslumbrante, mas sofre de um problema grave para quem já é adulto: é tudo muito infantil. Em uma era onde as animações são feitas para também agradar aos grandinhos, o novo filme dos Smurfs é um verdadeiro ‘’volte três casas’, capaz de fazer os pais tirarem um ronco gostoso na poltrona do cinema. Não que o fato dele ser infantil demais seja ruim, afinal, ele tem seu público alvo definido, mas parece que nada ali envolve da devida maneira, saca? As piadas são bobinhas, a história é bobinha, é tudo muito ‘’inho’’ e isso em determinado ponto chega a dar sono.

Apesar de ter um 3D bacana e um clima leve, Os Smurfs e a Vila Perdida é um filme completamente esquecível e que nada se destaca no meio de tantos outros. Culpa de um roteiro pouco inspirado que não aproveitou em quase nada todo o encanto que os Smurfs tem, deixando de lado muitas piadas que poderiam fazer a alegria dos adultos e até arrisco dizer em encantar mais a criançada. Elas com certeza vão gostar desse filme, não há dúvidas, mas também acredito que elas mereciam mais, beeeem mais, afinal, o mundo dos Smurfs é muito rico não só em magia mas também em graça, com conteúdo suficiente para um humor um pouco mais inteligente e menos básico ou previsível.

A infantilidade de Os Smurfs e a Vila Perdida tem o seu valor, mas acho que o mundo está mal acostumado com as novas animações da Pixar, Dreamworks e vários outros estúdios, sendo inevitável essa comparação quando passamos de uma certa faixa etária. Se você é pai, mãe, tio, madrinha, avô ou avó, certamente há um programão esperando nos cinemas para levar os pequenos, porém, dificilmente ele te agradará da mesma maneira e ainda que a leveza de sua história aqueça o coração, não é o suficiente para ser inesquecível 🙁

Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.