Ouija – Origem do Mal (Crítica)

Apesar de ter arrecado bastante nas bilheterias em 2014, Ouija – O Jogo dos Espíritos foi massacrado por público e crítica. Confesso que faço parte da minoria e tirando o final babaca, até acho que foi um filme divertidinho e que cumpre o propósito de entreter. Nada mais do que isso. Sua arrecadação fez os olhos dos produtores clamarem por uma sequência e aqui estamos, Ouija – Origem do Mal vem com a missão de tirar o mal olhado em torno do filme anterior e assim tentar cativar novamente a galera que teve suas expectativas frustradas.

Para isso, a Universal contratou Mike Flanagan (Hush: A Morte Ouve, O Sono da Morte), um diretor que gosto bastante e vem chamando a atenção em Hollywood devido a forma como conduz seus filmes de suspense/terror, onde utiliza muito bem os clichês, tenta adicionar elementos novos para o gênero e demonstra que sabe fazer aquela famosa ‘torta de climão’. Ou seja, teoricamente Mike seria a pessoa perfeita para realizar a vontade de seus patrões e assim fazer as pazes de Ouija com o povão.

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Nesta continuação, que na verdade se passa anos antes do primeiro filme, acompanhamos Alice Zander, mãe de duas meninas e trambiqueira profissional na arte de enganar as pessoas que querem mensagens de seus entes queridos que já se foram. Quando ela compra um tabuleiro Ouija para auxiliar no seu arsenal, ela nem imaginava que fosse baixar o santo na sua caçulinha, com consequências que podem ser mortais para todos que cruzarem o seu caminho.

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Essa prequência (nossa, essa palavra é muito feia, né?) tem um tom bem diferente do seu antecessor. Enquanto no outro havia mortes, adolescentes sendo aterrorizados e etc e tal, este aqui vai mais para o caminho da possessão. Bem dirigido, com uma atuação excelente da menininha Lulu Wilson e um roteiro melhor trabalhado, Origem do Mal pode ser considerado acima da produção de 2014 justamente por ser um tanto quanto mais simples e misturar bem o drama familiar com o perigo iminente. Além de mostrar uma garotinha possuída de uma forma diferente do habitual, sem aquela ginástica olímpica toda, vozes gritando em latim e demônios tarados e raivosos.  É um alívio ver que há outras maneiras de retratar a forma que Belzebu vai mandar uma solicitação de amizade para sua vítima e aqui tem várias cenas legais e cabulosas sobre isso, além dos sustos que claro, não poderiam faltar.

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Ouija – Origem do Mal não é um filme que vai fazer você sair da sala tremendo de medo ou lembrar para sempre, mas acho que é um bom entretenimento e vale a pena assistir sem muitas expectativas. Ainda prefiro o tom do primeiro por conta das mortes, mas é inegável que se compararmos no quesito acabamento, este aqui dá um verdadeiro banho de sal grosso. Então é isso galera, estamos diante de um filme simples cuja única pretensão é a de te divertir por 99 minutos e vamos ser bem sinceros combinando uma coisa? Isso é o que verdadeiramente importa quando falamos de terror 🙂

3 estrelas

Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

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