“Perda Total” é ruim mas pelo menos passa rápido.

 

Se eu tivesse que traduzir esse filme em uma palavra, eu diria: exagero! Sério, podemos esperar de tudo quando se trata de comédias politicamente incorretas, mas claro, nada havia me preparado para tantas situações grotescas e tanto sangue dentro de um filme que eu jurava se tratar apenas de uma comédia pastelão, com três protagonistas abobalhados, metidos em encrencas inacreditáveis e claro, com muita sorte a tira colo!

No que podemos dizer sobre atuação, eu diria que Adam Devine, Anders Holm e Blake Anderson, realmente se entregaram ao papel de três amigos idiotas. Com seus erros e acertos, algumas traições e outras redenções, como costuma acontecer na vida real, como qualquer um de nós faz na vida. Porém, até aí, essa é a única credibilidade que o filme traz, os atores principais realmente tenham se entregado a seus papéis, ainda que ridículos, e eles pareciam gostar do que estavam fazendo.

O cenário foi limitado a um hotel e sua parte externa, ou seja, nada muito a se questionar ou observar, não forneceram grandes cenários para que pudéssemos analisar, ou seja, mais uma parte limitada do filme.

A trama do filme também não nos brinda com uma história elaborada, são exatamente três camareiros, que acabam se tornando melhores do que agentes do FBI ou da CIA, por uma junção de sorte e cérebro (claro, da parte de apenas um dos personagens) e esse é outro ponto que a gente sente falta: algo consistente ou cativante.

Apesar desses deslizes graves, ainda dá pra rir e acompanhar o filme, caso você deixe seu cérebro descansando no freezer, ou sabe-se lá onde você queira deixar, porque é sério gente, você precisa mesmo estar num dia de tédio extremo e nenhuma alternativa, aí você pega esse filme e assiste, o tempo passa e você é capaz de sentir que fez algo ou que o tempo passou.

Falando em tempo, eu notei algo positivo nesse filme, o tempo passa rápido, não sei que magia fizeram, porque apesar do enredo ser fraco e das situações serem forçadas, tipo um personagem morto usando um traje de game, levando diversos tiros, sem sequer capotar ou falhar. Quando você menos espera e o filme acabou, isso foi realmente legal, você não fica agoniado esperando o filme, porque no final das contas, até parece divertido, mesmo forçado!

Finalizando, meu pai costuma usar uma expressão, “tem que ter estômago”, e foi isso que senti nesse filme, é tudo muito exagerado, com piadas sem noção, situações surreais, com cérebro e entranhas voando para todos os lados, provavelmente para causar algum impacto, mas sério, perderam a mão, teve muita situação constrangedora, questionável e desnecessária, eles poderiam ter acertado se caso se preocupassem com a diversão e não em chocar as pessoas, porque faltou empatia e carisma entre o público e os personagens, mas enfim, assistam e vejam por si próprios, boa sorte.

 

Liliane Stoianov

Trintona, psicolouca, pedagoga, ama viajar, tocar piano, compartilhar minha paixão que é o cinema, os devaneios e o que mais vier à cabeça durante as tramas e películas que assisto.

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