”Planeta dos Macacos – A Guerra” mistura ação e drama de uma forma inteligente.

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Planeta dos Macacos é uma franquia de sucesso na atualidade. Os dois primeiros filmes arrecadaram milhões nas bilheterias ao redor do mundo e algo que de certa forma vale tanto quanto dinheiro quando falamos de arte em um modo geral: aceitação. Tanto do público, quanto da crítica.

Mesmo não gerando um burburinho estrondoso igual outras franquias por aí, a história de Cesar cativa muita gente e tem um respeito muito grande de ambas as partes. Não é sempre que se chega ao final de uma trilogia com um currículo impecável, não é verdade? Ainda mais carregando o nome de um dos maiores clássicos do cinema.

Nesta terceira parte, intitulada A Guerra, acompanhamos mais um passo na jornada de Cesar antes do planeta terra ser dominado pelos macacos. Dessa vez, o macacão está vivendo tranquilamente com seu clã em uma floresta, só que tudo isso é ameaçado por conta do Coronel, um sujeitinho que não está nem um pouco interessado em deixar que os símios tomem conta de tudo. Depois de uma tragédia, Cesar parte em busca do Coronel, levando toda a sua espécie a um embate que mudará para sempre não só o destino dos sobreviventes, mas também o seu próprio.

Com efeitos especiais que só melhoraram a cada capítulo, Planeta dos Macacos – A Guerra é um final poético para uma trilogia que foi crescendo a cada filme. Focando bastante nas emoções e dilemas do protagonista, a trama é conduzida com bastante eficiência pelo diretor Matt Reeves (Cloverfield – Monstro), que soube dosar a ação com o drama de uma maneira bastante envolvente e eficaz.

Matt teve um cuidado maravilhoso na trilha sonora, que deu um clima de urgência na coisa toda, e também no roteiro, colocando o espectador em uma trama que levanta questões relevantes para o mundo no qual vivemos. Com a empatia ao próximo colocada em pauta, Cesar lidera uma jornada de autoconhecimento super pertinente ao nosso cotidiano, mostrando que não importa se você é humano ou macaco, todos nós habitamos o mesmo ambiente e precisamos achar um equilíbrio para viver em paz, coisa que claro, não acontece na ficção e muito menos na vida real.

Visualmente impecável e com poucos diálogos, é muito difícil não se ver imerso na história. Dessa vez o foco maior fica com o núcleo dos macacos e acompanhar a evolução dessa raça como uma sociedade é um de seus maiores acertos. É lindo de ver o afeto que sentem um pelo outro e como valorizam não só a fidelidade, mas também a união, nos fazendo lembrar a todo momento que se o ser humano tivesse metade dessa empatia, viveríamos em um mundo completamente diferente.

A atuação de Andy Serkis atinge a perfeição nessa terceira parte. Se antes já era do caralho (perdoem o meu francês), agora fica nítido o quanto ele se envolveu com este personagem; arrisco dizer que Cesar se tornou um dos melhores e inesquecíveis personagens do cinema moderno. Isso não aconteceria se um ator à altura de sua grandeza não estivesse no comando. Os olhos de Cesar tem expressões que dizem mais do que qualquer palavra, e comprovam o quanto uma excelente atuação faz a diferença em uma história no qual os sentimentos são uma peça chave.

Planeta dos Macacos – A Guerra tem sim um ou outro defeito, tipo ser uns 20 minutos mais longo que o necessário, mas no final de tudo, fica a certeza de que um arco encerrou de forma mais do que satisfatória e com uma força muito grande para aqueles que procuram histórias que divertem, mas ao mesmo tempo fazem pensar.

Planeta dos Macacos – A Guerra estreia nos cinemas nacionais no dia 03 de agosto e nós estivemos presentes na coletiva de imprensa do ator Andy Serkis aqui no Brasil, confiram nossa matéria exclusiva com tudo o que rolou de mais legal no evento.

“Tecnologia de movimento é apenas uma tecnologia.”, diz Andy Serkis durante sua passagem pelo Brasil.

Victor Piacenti
Editor Chefe | | Também do autor.

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

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