“Rampage – Destruição Total” é legal, não muito, mas é legal.

 

Rampage – Destruição Total é a adaptação de um game de 1986 onde o intuito é (ou era, sei lá) destruir uma cidade controlando um macaco, um lobo e um lagarto gigante. Eis que agora em 2018, aproveitando a leva de filmes de monstros gigantescos, a galerinha nem sempre tão gente boa lá de Hollywood, resolveu que seria legal dar vida a esta verdadeira pérola virtual. Estrelando aquele que eu costumo dizer ser o rei da farofa cinematográfica, Dwayne ‘’The Rock’’ Johnson, a produção chega aos cinemas sem um alarde grandioso, mas despertando a curiosidade dos mais apaixonadinhos por esse estilo de filme.

Sim, eles inventaram um pano de fundo para algo que não tinha bem uma história e confesso que a ideia é bem divertida. Nela acompanhamos o personagem do The Rock, que é especialista no estudo de primatas. Ele é amigão de um macaco albino super bonzinho chamado George, porém, após entrar em contato com destroços de um experimento genético científico que caiu na terra, o bichinho começa a endoidar e crescer drasticamente, com uma vontade louca de destruir tudo o que vê. Só que ninguém contava que outros dois animais também tivessem sofrido do mesmo mal, dando início a um verdadeiro caos e uma corrida contra o tempo para impedir o mundo da tchanananã…. DESTRUIÇÃO TOTAL!

Partindo daquela premissa “deixe o cérebro em casa e divirta-se”, Rampage – Destruição Total é um verdadeiro show de ação descerebrada, efeitos especiais e humor Marvel style. Bebendo da fonte de Godzilla, Kong – A Ilha da CaveiraCírculo de Fogo, o filme se sustenta com um protagonista carismático e situações que às vezes beiram o ridículo, entregando um prato perfeito para quem gostou dos citados acima. A diferença para mim, é que aqui a coisa não empolga muito e torna o resultado apenas satisfatório e sem muito apelo para ficar na memória. Como ponto mega positivo, em diversos momentos ele faz piada de suas próprias situações, dando uma bela descontraída e tornando tudo bem palatável.

Apesar de bastante ação, o filme demora muito para chegar no ponto que esperamos, e isso ilustrado com vilões que assistiram muito Pinky e Cérebro, em determinado momento chega a entediar um pouco. Não aquele tédio de “ai meu Deus que coisa chata”, mas dando uma desacelerada na expectativa e por mais que a meia hora final realmente seja insana, parece que faltou um temperinho para que essa parte alcançasse todo o seu potencial. Tipo, tudo o que vemos é bem bacana, mas parece que ele entrega bem menos do que poderia.


Rampage – Destruição Total é um filme legal, porém não me empolgou o tanto que achei que empolgaria. Ele tem bastante ação e comédia, mas sei lá, não me fez embarcar realmente na história e apesar de ter me divertido, faltou um bocadinho para que eu saísse da sessão enchendo a boca para falar: ‘’que filme foda!’’. Vale mais pelo carisma inquestionável do The Rock e pelo macacão George, que é dono das melhores tiradas do filme, mas acho que esse é um tipo de produção que fica melhor de assistir em um sabadão sem muitos planos, no conforto do seu sofá e comendo uma bela pizza quatro queijos 🙂

 

Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

>