Refém do Medo (Crítica)

Browse By

Refém do Medo é um suspense que seria lançado ano passado nos cinemas nacionais. Sim, seria, pois devido as críticas extremamente negativas que recebeu da imprensa americana, ele teve seu lançamento adiado por tempo indefinido. Eis que a luz chegou ao fim do túnel e ele já consta na lista de futuros lançamentos da Netflix, afinal, uma produção estrelada por Naomi Watts e o astro mirim do momento, Jacob Tremblay, merece na pior das hipóteses o nosso benefício da dúvida.

A trama é simples, Mary é uma psicóloga que vive feliz ao lado de seu marido e enteado, que por sinal tem problemas que ela não consegue resolver e ambos tomam a decisão de manda-lo para uma clínica especializada. No caminho para o tal lugar, pai e filho sofrem um acidente, que culmina na morte do anfitrião da família e acaba deixando o garoto em uma espécie de estado vegetativo. Seis meses se passam e Mary tenta colocar sua vida em ordem, porém, quando um garotinho mudo começa a ser presente em sua vida, coisas estranhas começam a acontecer.

Olha gente, vou ser muito sincero, não há muito que falar desse filme. O trailer já mostra o que podemos esperar e ele acaba não sendo nada além de uma produção típica de final de noite, parece até que já veio pronto para passar no Supercine. Ele é extremamente genérico e conta com todos os clichês que estamos acostumados nos filmes do tipo: tem a moça que acha que tá ficando louca, tem o temporal, tem a cadeira que arrasta fazendo barulho de trovão e os personagens que só aparecem para morrer em algum momento de falsa tensão. Sabe, isso não é uma coisa necessariamente ruim, principalmente se levar em consideração que você só vai assisti-lo em uma ocasião de puro tédio e nem vai lembrar dele por muito tempo.

O que eu achei estranho mesmo, foi ver uma atriz do porte de Naomi Watts topando participar de um filme desses. Não que ele seja horroroso e tudo mais, mas ele é tão fraquinho e se parece com tantas outras produções feitas diretamente para lançamento DVD, que chega a causar uma certa estranheza, afinal, ela é uma das grandes estrelas atuais de Hollywood. É nítido que esse foi um roteiro qualquer que estava encalhado na produtora e resolveram bancar apenas por que existe público para isso, talvez ela estivesse fazendo um favor para um amigo, sei lá… só sei que mesmo sua presença dando um tchan a mais na coisa toda, não foi o suficiente para elevar o seu nível, mesmo que seu clima de suspense seja levemente interessante. Esse filme é tipo beber refrigerante no calor, sacia a sua sede por alguns minutos, mas logo menos você vai estar precisando de algo que te refresque de verdade.

Refém do Medo é uma produção comum, lotada de clichês, mas que cumpre o papel de ser um passatempo para uma noite sem nada para fazer. Poderia ser melhor, já que sua reviravolta é até que legalzinha, mas se pensarmos em tantas coisas boas que existem por aí esperando para ser vistas, você não vai perder nada se deixa-lo como uma opção para aquele dia que não está a fim de sair ou está, sei lá, gripado na cama e sem muita disposição para caçar algo melhor. É aquele típico filme de mocinha indefesa que já vimos milhares de vezes e esse seria apenas mais um no meio de tantos outros, não ofende, não é um horror, só está bem longe de ser memorável e se vale como ponto positivo, pelo menos é rapidinho 😉

Victor Piacenti
Editor Chefe | | Também do autor.

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.

>