”Rei Arthur – A Lenda da Espada” é a versão diferentona de uma clássica história.

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Charlie Hunnam veio ao Brasil e nós encontramos com ele!

Ação, aventura, drama e uma pitada de humor, dão vida a esse novo filme que conta a história do lendário Rei Arthur. Nesta versão, Arthur é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação no momento em que entra em contato pela primeira vez com a  espada Excalibur. Desafiado pelo objeto, ele precisa tomar difíceis decisões, enfrentar seus demônios e aprender a dominar o poder que possui para conseguir, enfim, unir seu povo e partir para a luta contra o tirano Vortigern, que destruiu sua família.

Dirigido por Guy Ritchie, o filme nos brinda com um mundo repleto de magia e entrega uma nova roupagem para a lenda do Rei Arthur e do emblemático Merlim, um dos maiores magos da história. Foi interessante ver como conseguiram explorar a lenda e formar esse épico que tem tudo para cair no gosto de muita gente,  já que acrescenta elementos diferentes que podem surpreender os mais aficionados pela clássica história.

O elenco tem um núcleo principal estrelado por atores como Jude Law, que consegue convencer um pouco no papel de vilão da trama e chega a dar uma ponta de raiva do bonitão, que estava extremamente cínico e robótico, dava vontade de dar um tapão para verificar se era mesmo só atuação, ou se ele curte ser daquele jeito.  Interpretado por Charlie Hunnam, temos o nosso herói Arthur, que apesar de não aparentar tanto carisma, cumpre seu papel, se segura na coreografia perfeita das cenas de luta e se saiu muito bem nesse quesito, auxiliado lindamente por takes em câmera lenta que pegam todos detalhes de objetos destruídos, pessoas caindo e se arrebentando por todos os lados. Porém, o destaque ficou com a Maga, interpretada por Astrid Berges, que conseguiu marcar sua participação mesmo com poucas falas e deu bastante veracidade ao seu personagem, imprimindo suas expressões faciais certeiras a cada situação.

O elenco parecia estar bastante à vontade e coeso, isso ficou claro em cenas de diálogos onde cada personagem parecia ler os pensamentos dos outros, dando continuidade a fala do personagem anterior e acertando exatamente o que o outro pretendia expressar; foi muito legal de acompanhar essa dinâmica entre eles. Os efeitos especiais também são muito bons e estão de acordo com o que costumamos esperar de uma grande produção, assim como a trilha sonora que acompanha bem o desenvolvimento da história.  Os cenários e locações são um espetáculo à parte, e não há dúvidas que esses dois foram os pontos fortes do filme, que é um blockbuster típico, feito para assistir com os amigos, sentar na poltrona, pegar seu baldão de pipoca, se divertir com as cenas de ação, se emocionar com uma história mágica, torcendo sempre pelo mocinho!

Em Rei Arthur: A Lenda da Espada, percebemos o quanto Guy Ritchie conseguiu acertar na direção  e deu uma cara nova a uma das mais exploradas histórias do cinema e da literatura, acrescentando alguns fatos legais, principalmente em um elemento chave da conexão entre o Rei Arthur e o tão aclamado Mago Merlim. Claro que muita gente pode entrar no cinema e sair dele um pouco decepcionada por já esperar da história tudo aquilo que a telona transmitiu, entretanto, basta querer se divertir entre uma cena de luta e outra, acompanhar a trajetória de vida do Rei Arthur com seus detalhes diferentões e ver que ainda é possível assistir um épico com outra perspectiva.

Liliane Stoianov
Colaborador | Também do autor.

Trintona, psicolouca, pedagoga, ama viajar, tocar piano, compartilhar minha paixão que é o cinema, os devaneios e o que mais vier à cabeça durante as tramas e películas que assisto.

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