(Resenha) Turma da Mônica: Laços – Vitor e Lu Cafaggi

O Graphic MSP é um selo que surgiu de um projeto que começou no ano de 2009 e teve o intuito de comemorar os cinquenta anos de carreira de Mauricio de Sousa. Essa celebração reuniu 50 artistas brasileiros, que foram convidados a fazer uma releitura dos maravilhosos personagens da Turma da Mônica e assim também colocar sua impressão digital, seja na história contada ou nos desenhos.

Entre muitos títulos que foram lançados através deste selo, um deles chamou a atenção de Maurício de Sousa: Turma da Mônica – Laços. O sucesso da história foi tão grande, que o Big Boss decidiu usá-la como base para o filme, que terá atores reais e estreia em 2018 com a promessa de ser um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema nacional.

Escrito e desenhado por Vitor e Lu Cafaggi, que por sinal são irmãos, Turma da Mônica – Laços é uma HQ curtinha, de aproximadamente 80 páginas, que acompanha Mônica e o resto da galera tentando encontrar o Floquinho, cachorro do Cebolinha, após ele fugir de casa e se perder por aí. Lotada de nostalgia e aventura, é impressionante ver como eles captaram a essência de Maurício de Sousa e fizeram uma história com bastante identidade, que nos faz lembrar demais de filmes como Conta Comigo e Os Goonies.

Os desenhos, que é claro, contam com um novo visual da Turma da Mônica, são muito bonitos e dão um ar muito diferente do que estamos acostumados com esse universo. É como se tivéssemos mais detalhes do mundo que eles vivem e isso é bem gostoso, realmente consegue nos transmitir uma sensação nova, mas ao mesmo tempo tão familiar de acompanhar esses personagens. Tem tudo ali, os planos infalíveis, o Sansão, a Magali comendo um monte de hot dogs, porém de uma maneira incomum, um pouco mais madura, e como não poderia deixar de ser,  muito deliciosa de acompanhar.

Mal posso esperar para ver o resultado dessa adaptação, realmente gostei de ler Turma da Mônica através de outros olhos e acho que a história de Laços tem um apelo emocional muito forte, Vitor e Lu conseguiram montar um filme na minha cabeça e mandaram bem demais ao adaptar esses personagens para as suas visões. É realmente muito bom ver que o Brasil tem tantos talentos não enaltecidos e que eles serão recompensados à altura de seu potencial. A sensação que fica no final dessa história fofíssima, tanto em narrativa, quanto em visual, é a de tomar um banho e deitar na cama que foi trocada recentemente; um conforto gigantesco e a sensação de estar em casa 🙂

 

Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.