TEORIAS E MISTÉRIOS / O que esperar de ”Mulher Maravilha”?

Browse By

Interpretada pela atriz israelense Gal Gadot (Velozes e Furiosos 4, 5 e 6) que foi muito bem recebida pelas audiências de Batman vs Superman mundo afora, a Maravilha dos quadrinhos enfim ganha vida na grande tela em seu filme solo que contará sua história muito antes dos acontecimentos em Metrópolis/Gotham, se passando durante a Primeira Guerra Mundial e mostrando todo o calvário que ela passou para tentar acabar com ela e com quem estava por trás dela . #mistério

Criada por William Moulton Marston em 1941, ela apareceu pela primeira vez na edição #8 da revista em quadrinhos All Star Comics. Ela já teve inúmeros títulos solos nas HQs (os mais famosos foram escritos por George Pérez, Greg Rucka, Gail Simone e Brian Azzarello), sua própria série de TV imortalizada pela atriz Lynda Carter, seu próprio filme animado e agora, enfim, seu primeiro filme solo.

Vem comigo enquanto desbravo os caminhos da especulação, usando como base os trailers, os rumores e os quadrinhos!

Origem 

Embora todo mundo saiba a história de origem de heróis como Batman e Superman, afinal já vimos essas histórias algumas muitas vezes, poucos sabem das origens da Princesa Amazona. E é isso mesmo origens! COM S NO FINAL!

Vivendo em uma ilha isolada do mundo e habitada somente por mulheres imortais, a Rainha Hipólita passou a sentir o desejo de ser mãe. Em seu desespero, Hipólita usou barro da própria ilha de Temiscira para moldar sua filha. A deusa Athena, observando seu sofrimento, decidiu então dar vida aquela forma de barro, e assim nasceu Diana… pelo menos na Era de Ouro dos Quadrinhos.

Lá em 1985, já na Era Moderna, a DC Comics fez seu primeiro reboot após o evento Crise nas Infinitas Terras e logo coube a George Pérez reescrever a origem da Amazona, mas ele foi bem respeitoso com o material original, e apenas alterou a fonte de seus poderes, a origem continua praticamente a mesma, exceto que ao invés da deusa Athena, várias outras deusas do Olimpo ajudaram a trazer Diana à vida.

Aproveitando mais um reboot a DC decidiu dar uma atualizada no mito da Amazona. Após o evento Flashpoint, nas mãos do autor Brian Azzarello, ao invés de trazida do barro à vida pelos deuses, Diana passa a ser uma semideusa, filha ilegítima do próprio Zeus com a Rainha Hipólita! Para proteger sua filha da deusa Hera, esposa de Zeus e conhecida por eliminar seus filhos ilegítimos, Hipólita espalha pela ilha que a vida de sua filha foi dada pelos deuses, a partir de uma forma feita de barro.

Agora, como isso vai afetar o filme?

Bom, observando os trailers #1 e #3, tudo indica que haverá um mix de origens. No primeiro trailer Diana diz que “não tem um pai”, mas que foi “trazida a vida por Zeus, o que pode indicar uso da “origem do barro”.

PORÉM no trailer liberado na semana passada, em uma narração, Hipólita diz que Diana nunca poderá descobrir o que “realmente é”, enquanto Diana observa seus braceletes incandescentes. Nos Novos 52 os braceletes também servem para manter parte de seu poder “divino” trancado e essa fala de Hipólita pode indicar que Diana é na verdade filha de Zeus!

O filme, tendo como um dos roteiristas Geoff Johns (um dos maiores autores de quadrinhos ever), pode mudar ainda mais sua origem, mas com o que foi mostrado até agora, estou aposta minhas fichinhas em minha teoria acima 😛

Ação

Treinada em combate desde sua infância e considerada uma das maiores lutadoras do Universo DC, é quase desnecessário dizer que Wonder Woman será um filme cheio de ótimas cenas de ação, algumas delas já tendo partes exibidas nos trailers liberados. No entanto, vamos pensar na influência desses momentos na trama como um todo?

Para fazer esse exercício de imaginação, vamos pegar a estrutura em três atos geralmente utilizada na maioria dos filmes e as três principais cenas de ação mostradas nos trailers.

Batalha de Temiscira.

No primeiro ato, seguindo Steve Trevor, após esse roubar informações de uma base nazista, soldados invadem a ilha e são confrontados por um batalhão Amazônico. Com a informação que uma Grande Guerra está acontecendo e vendo a morte em seu próprio terreno, Hipólita provavelmente decide enviar uma representante de Temiscira ao mundo dos homens para ajudar como puder, embora nos quadrinhos isso seja decidido através de uma competição para escolher a melhor dentre as amazonas, no filme talvez não haja tanto tempo para isso, pulando direto para o ponto em que Diana “pega emprestado” os artefatos místicos (Laço da Verdade, a espada God Killer e a armadura) e deixa a ilha em um barco com Steve Trevor. E além dos trailers, a recente visita de alguns críticos ao estúdio onde a diretora Patty Jenkins está editando o filme, parece corroborar com essa teoria.

Batalha das Trincheiras.

Ao longo do segundo ato, ao chegar em Londres, Steve Trevor quer levar a informação roubada aos seus superiores (“quem é essa?” “essa é minha secretária…” lembram, no trailer #2?), enquanto Diana quer logo partir para a ação, pois ela teme as atitudes de quem realmente está por trás desta Guerra. Eles então acabam chegando aquele glorioso momento em que Diana entra na Terra de ninguém entre as trincheiras de guerra e é atacada pelo exército nazista, limpando o chão com eles. Esse confronto deve reafirmar as convicções de Diana e a impulsionar ainda mais na busca.

Batalha dos Deuses.

Okay, Diana não exatamente uma deusa, mas esse é um nome digno para os livros de história, mas bem… após batalhar com o Duque da Farsa, Diana deve, no meio do terceiro ato, encontrar o chefe do Duque e o responsável real, o poderoso Deus da Guerra… Ares! Velho inimigo das amazonas, ele e Diana devem quebrar o pau numa sequência brutal, considerando as cenas dos trailers em que Diana é vista voando, atravessando enormes pedaços de concreto e até utilizando o poder energético de seus braceletes!

Haja coração para tanta emoção!

Humor

Bem, como Mulher Maravilha é o primeiro filme produzido após as duras críticas recebidas por Batman v Superman, sobretudo no que diz respeito a falta de alívios cômicos, os trailers parecem deixar claro que eles ouviram tais críticas e decidiram mudar um pouco a estrutura de seu filme, utilizando tanto o personagem de Chris Pine, Steve Trevor, como o personagem de Lucy Davis, Etta Candy, para introduzir momentos cômicos produzidos a partir do choque cultural de Diana, recém chegada a Londres.

Porém não espere um filme exatamente leve. Mulher Maravilha ainda se passa em um período triste para a história humana (e que leva a outro ainda pior, eu diria) e os trailers deixam claro que mesmo com esses momentos de humor, a história se passa em um lugar visualmente opressivo e cheio de sofrimento, colocando nossa heroína como um farol de esperança.

Muito #GIRLPOWER

Sendo o primeiro filme de uma heroína dessa nova safra de filmes de herói, Mulher Maravilha já chega com os dois pés na porta, trazendo não somente a própria Diana, mas uma ilha cheia de figuras incríveis, como a poderosa Rainha Hipólita (Connie Nielsen), que lidera as amazonas há centenas – talvez milhares – de anos! Tem também a habilidosa Antíope, quase uma segunda mãe e responsável pelo treinamento de Diana! E segundo informações recentes dadas pela própria diretora, teremos também Artemis, que em certo momento dos quadrinhos assumiu o próprio manto de Mulher Maravilha! E claro, teremos Etta Candy que deixou claro, se for necessário, ela sai na mão sem problema. AH teremos também a vilanesca Dr. Maru! Talentosa com venenos, ela deve se revelar mais perigosa do que sua aparência diminuta indica.

Sejam amazonas habilidosas e justas, parceiras cheias de humor ou antagonistas cruéis, espere por diversas mulheres badass nesse filme!

Mitologia

Eu não sei você, mas eu sou louco por mitologia, principalmente mitologia Greco/Romana, e toda a história da Mulher Maravilha gira em torno desse universo, desde sua origem (seja ela qual for) à muitos de seus vilões e aliados. De fato, no arco de histórias de Brian Azzarello nos quadrinhos, nós passamos por todo o panteão de deuses gregos, vendo Apolo, Hera, Hefesto, Hermes, Zeus e Ares, o último sendo morto por Diana – contra sua vontade – e deixando a ela o elmo de DEUSA DA GUERRA!

Embora eu não esteja esperando a presença de nenhum desses seres, além de Ares, não se surpreenda se rolarem várias menções e referências a essas personagens.

crédito para Nicola Scott

Steve Trevor

Diferente do que muitos detratores podem dizer sobre a Mulher Maravilha, ela não é uma personagem que acredita na superioridade de qualquer um por qualquer que seja o motivo e a presença de Steve Trevor serve para que isso seja explorado.

Para além de uma singela “reversão de papéis” ou mero par romântico, a relação de Diana e Steve deve ser usada para explorar justamente a igualdade entre os dois, o que já possível observar nos trailers, através de cenas em que tanto Steve e Diana entram em conflitos com soldados ou espiões e mais se ajudam do que tentam se sobressair um ao outro.

Até agora, Steve para ser um personagem a altura de Diana, sem se impor e ao mesmo tempo se preocupando que a falta de conhecimento quanto a seu mundo, possa colocar a vida de Diana em risco.

Cena Pós Créditos

Embora não tenha ocorrido nenhum rumor quanto a isto, considero certo a existência de alguma cena pós créditos provavelmente relacionada ao próximo filme da DC esse ano, Liga da Justiça, com lançamento em Novembro e sem uma continuação de MM confirmada, caso a cena exista, deve se relacionar ao fato de uma das Caixas Maternas estar em posse das Amazonas!

ps: se você não sabe o que é uma Caixa Materna, aguarde pelo meu próximo texto sobre o DCEU sobre o que podemos esperar de ”Liga da Justiça”! 😉

Bom, eu não sei quanto a você, mas eu estou MUITO ansioso por esse filme, Mulher Maravilha é um dos meus heróis favoritos e possui uma mitologia incrível que merece todo carinho e atenção dado pela DC/Warner e pela diretora Patty Jenkins. O resultado poderemos conferir nos cinemas em 1 de Junho <3

Silas Mendes
Colaborador | Também do autor.

22 anos. ex-cinéfilo, deixou o cinema para viver com a TV e suas várias séries, mas mantém uma relação sadia com a sétima arte, com quem ainda divide laços afetivos (filmes favoritos). Música, livros, quadrinhos (DC Comics), escrita e ansiedade… cansado na maior parte do tempo.

>