“The Cloverfield Paradox” empolga no começo e decepciona no final.

Nos últimos dias muito se falou sobre o lançamento do terceiro filme da franquia Cloverfield, isso tudo porque boatos fortíssimos rolaram, afirmando que ele não seria mais lançado nos cinemas, mas sim direto na nossa querida amigona de todas as horas: NETFLIX. O que estava acontecendo ninguém sabia dizer, essa era a única informação que rondava e atiçava os sites de notícia no maravilhoso mundo da internet.

Com uma verdadeira jogada de mestre, pegando todo mundo de surpresa, eles exibiram um trecho do filme no Superbowl 2018 e deixaram o mundo no chão ao informar que assim que a partida acabasse, a produção de JJ Abrams (LOST) já estaria disponível na íntegra para quem quisesse assistir. POIS É! Assim na lata, sem nem fazer um carinho antes….

Sem absolutamente nada ter sido revelado durante a produção (isso inclui trailers e cartazes) que era intitulada como God Particle, e depois passou a ser chamada de Cloverfield Station, a mãe Netflix lançou o filme no começo dessa madrugada (05/02) como The Cloverfield Paradox e como tudo foi guardado a sete chaves, pode ficar despreocupadx, não serei eu quem acabará com a surpresa para vocês.

Como eles conseguiram segurar essa bomba em mãos, sem vazar absolutamente nada, eu realmente não $ei dizer, mas garanto que toda essa surpresa faz total diferença na hora de assistir The Cloverfield Paradox . Seus irmãos mais velhos, Cloverfied – Monstro e Rua Cloverfield, 10, também tiveram divulgações bem misteriosas, mas diferente deste aqui, ali pelo menos sabíamos o que estávamos prestes a ver. Enfim, eu sei que quando essa terceira parte acabou eu não sabia o que pensar direito e meu cérebro estava bem bugado.

Digo isso pois apesar de The Cloverfield Paradox  começar extremamente bem e com uma história que muda a cada minuto, te deixando sem saber muito bem direito o que está acontecendo, parece que ele se perde um pouco depois da metade. Tive a impressão que a galera criou uma história MUITO FODA, mas que não sabiam como terminar, sendo direcionadas para um caminho que não condiz com todas as expectativas que sua primeira parte criou. Toda a criatividade do começo, deu espaço para algo previsível e que não empolga da maneira que tudo indicava, saca?

Os milhões de furos, que também não dá para afirmar que são furos já que cada um dos filmes da franquia contém pistas que complementam um ao outro, tornam The Cloverfield Paradox  uma produção confusa (também depois da metade), que apesar de saber onde quer chegar, não se desenvolve de uma maneira que nos faça comprar totalmente sua ideia. A maneira como ele acaba é muito banal para uma história que começa injetando um nível muito grande de adrenalina.

É tipo quando você chega em casa, na expectativa de tomar um Guaraná geladinho e ele está lá, só que sem gás. Em um primeiro momento a coisa até desce e você pensa ‘’hmmm, que delícia!’’ mas depois tudo fica meio estranho e no final nem te satisfez tanto assim, afinal, faltou uma peça de extrema importância ali, não é verdade? Neste caso, o gás que faltou é uma coisa essencial quando falamos de ficção/suspense: manter um foco do início ao fim. São muitas sub tramas que não se desenvolvem e ficam sem explicações plausíveis; da metade para o final, parece que os roteiristas simplesmente desistiram de pensar e concluir as coisas.

Não diria que The Cloverfield Paradox  é um filme ruim e que não vale a pena ser visto, durante boa parte da projeção ele realmente diverte e serve para encaixar algumas peças de Cloverfield – Monstro e Rua Cloverfield, 10, porém, faltou simplicidade para que o resultado fosse algo que suprisse as expectativas que seu roteiro criou e que fizesse jus a toda a surpresa e mistério envolvido em sua criação e divulgação. Vale uma deitadinha no sofá e até mesmo uma pizza para acompanhar, mas que falta um pouquinho de criatividade ali no final, isso não há dúvidas. Não vou lamentar, mas também não posso enaltecer.

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Victor Piacenti

Um cara fanático por Stephen King, que sente um prazer imenso ao ver uma cidade sendo destruída na tela do cinema. Além de ser sagitariano, não sabe andar de bicicleta, é viciado em coxinha e acredita (até demais!) em ETs.