The Invitation (Crítica)

Vocês devem estar se perguntando que filme é esse. Realmente, muita gente deve desconhecer a existência dele, já que não teve o marketing merecido e teve um lançamento bem tímido lá fora, ou seja, esse filme  independente não teria outra forma de chegar ao Brasil que não fosse pela Netflix. Maaas, The Invitation é o novo filme de Karyn Kusama, que foi responsável pelo filme Garota Infernal com a Megan Fox. Não se engane, se você o considera um péssimo filme, sem dúvidas ela se redime aqui.

The Invitation

O que devo falar logo de cara é uma #DICA essencial para a experiência exata do filme: não veja trailers nem nada do tipo. No máximo olhe só o poster, como eu fiz, quanto menos você saber sobre a história, melhor. Por isso, vou colocar uma sinopse resumida ao extremo: Will (interpretado pelo cover do Tom Hardy, Logan Marshall-Green, que já fez Prometheus e Demônio) era casado com Eden (Tammy Blanchard), mas após a morte acidental do filho deles, ela desaparece. Dois anos depois ela retorna com um novo marido (Michiel Huisman, mais conhecido como Daario Naharis de Game of Thrones), convidando-o para um jantar, junto com velhos amigos deles e sua nova namorada, Kira. O suspense e principalmente o mistério vão crescendo aos pouquinhos até que digamos, que o jantar toma rumos inesperados…

Logan Marshal Green

Quando eu estava assistindo The Invitation só conseguia pensar na famigerada frase do Renato Russo: “festa estranha com gente esquisita, eu não to legal”. O filme é uma mistura de drama, suspense e mistério que deixa o espectador intrigado do começo ao fim. É desses filmes sobre os quais se cria uma série de teorias absurdas enquanto se assiste e mesmo assim ainda consegue guardar um final surpreendente. O clima de tensão crescente nos faz desconfiar muitas vezes se o personagem principal, Will, está apenas paranoico por não conseguir superar um trauma do passado e também se nós estamos ficando paranoicos junto com ele, levantando até a hipótese se há realmente algo de errado com aquelas pessoas. É um filme com tanta tensão que no começo você pensa “esse cara tá doido”, mas aí passa um tempo e você “bom, doido tô ficando eu”. E vamos combinar amigos, QUE TRAMA, HEIN?!

The Invitation

A fotografia consegue estabelecer bem a atmosfera do longa, com planos e cortes que deixam o tom de mistério que envolve a festa e transmite bem a dúvida do protagonista. Com uma iluminação contrastada, desenhando um ambiente sombrio e misterioso, é possível reparar no modo como o filme brinca com a dilatação do tempo e se deixar levar pela visão do personagem, de modo que nós, espectadores, nos tornamos observadores de tudo o que ocorre na festa junto com ele. The Invitation é um suspense muito bem construído que brinca com a subjetividade de quem tá assistindo de forma interessante. A autoajuda se mostra claramente apenas como uma forma de negação psíquica nesse filme. *BOOM*


Ficou interessado? Assista o filme na Netflix clicando aqui.

 



 

Jessica Crusco

Jessica Crusco é formada em RTV, pós graduada em cinema, mestra em bad vibes e doutora em problematizar. Frustrada por saber que não irá conseguir assistir todos os filmes de sua lista de ‘quero ver’ antes de morrer.