A Última Ressaca do Ano (Crítica)

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Eu gostaria tanto de começar falando o quanto A Última Ressaca do Ano me fez sair da sala de cinema com a barriga doendo de tanto rir, querendo voltar pra assistir tudo de novo, mas não posso. Antes de mais nada, vamos aos fatos.

A trama gira em torno de uma empresa  de tecnologia herdada por dois irmãos, Clay (T.J. Miller), presidente da empresa, e Carol Vanston (Jennifer Aniston), CEO. Clay é o típico cara rico, que nasceu rico, sempre foi rico, vai morrer rico e nunca precisou se esforçar pra nada porque “papai paga”. Já Carol, apesar de ter nascido no mesmo berço de ouro que seu irmão, sempre batalhou pra evoluir e aprender tudo que podia.

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Após a morte do pai, Clay leva a empresa com o mesmo desleixo que leva sua vida, sendo uma eterna criança que não pensa em consequências, apenas na diversão. Para assuntos sérios ele conta com seu braço direito, Josh (Jason Bateman), que cuida de toda a administração da empresa e… Tá ficando cansativo, né? Então, os primeiros 50 minutos de filme também. Então vamos fazer diferente e vamos direto ao ponto.

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Carol está ameaçando demitir 40% dos funcionários e, talvez, fechar a filial, exceto se eles conseguirem fechar um contrato importante, que promete cobrir os rombos da empresa. Para isso, Clay conta com Josh para organizar uma fantástica festa de natal para seus funcionários (e só a partir daí o filme começa a prender a atenção pra valer).

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Daí em diante o filme conta com todo tipo de clichê para o típico besteirol americano, desde o vocabulário repleto de piadinhas sem graça, até apelação para o combo infalível: sexo + drogas + carros. Ainda assim, não vou mentir. Não é 100% ruim. Quando as coisas começam a fugir do controle na festa, é possível soltar algumas boas gargalhadas com atitudes inesperadas dos personagens.

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Se me perguntassem se eu assistiria de novo, com certeza eu responderia: “só da metade pro final do filme”.  A impressão que tive foi de que dois roteiristas tentaram juntar suas metades em uma única história e a junção não foi das melhores. Mesmo assim, tô rezando pra vocês assistirem e talvez não se sentirem como eu, achando que a ideia foi ótima, apenas mal executada.

2 estrelas

Giselle Ferreira
Colaborador | Também do autor.

Escritora, blogueira e cantora de chuveiro. Pernambucana por nascimento e paulista por consequência da vida. Coleciona sorrisos, clichês e corações involuntários. Fala alto, bebe, fuma e troca qualquer balada pelo sofá de casa com os amigos. Quando sente demais transborda em palavras.

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