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Vínculos artísticos que só fazem bem.

A literatura e a sétima arte possuem laços tão intensos que muitas vezes chega a ser difícil indicar o que é fruto de um ou de outro. Há casos em que enredos magnificamente redigidos ganham as telonas proporcionando o uso de uma linguagem imagética tradutora de sua história, fato que acaba também impulsionando uma busca posterior por um deleite maior ao aventurar-se pela leitura da obra.

Em outros momentos, a própria leitura anterior de um livro conduz, quase como uma osmose, a ida aos cinemas para confrontar a própria imaginação com a dos idealizadores da produção cinematográfica. Assim, um sendo pilar do outro, sem neuras ou ciúmes, sedimenta-se um casamento dito como perfeito e que demonstra ser indissolúvel, já que une duas das mais expressivas artes representativas da sabedoria humana, propulsoras não só de entretenimento e lazer, mas também de conhecimentos e informações, que colaboram para uma verdadeira cultura do pensar, algo vital para o desenvolvimento das sociedades.

Lógico, que há o foco no consumo, já que vivemos em um mundo mercantilista e muitas produções cinematográficas pegam carona no sucesso literário para já garantir bilheteria de impacto, que gere resultados para seus produtores e financiadores. O resultado em alguns momentos, deixa muito a desejar, a frustração vem junto com os caracteres finais da exibição, porém o filme já conquistou audiência e…

Sou uma pessoa que sempre gostou de primeiro assistir a uma obra na telona e depois mergulhar na origem de seu enredo, pois sempre encontro na riqueza das páginas, muitos detalhes e preciosismos que pelo tempo curto do cinema, não se permite revelar. E por isso, acredito que essa ordem seja muito mais natural… pelo menos para a minha pessoa.

Porém isso não é a regra… possivelmente, muitos gostam primeiro de ler e depois encantar-se com uma percepção de terceiros sobre a essência da história, já que muitos filmes também utilizam-se da técnica da adaptação, não necessariamente, algo tão fidedigno.

Confira meu seleto cine list de filmes que me levaram aos livros:

A maioria dos filmes baseados nas obras de Nicholas Sparks, sem dúvida alguma, um campeão de vendagem literária que tornou-se uma sensação para diversas produções cinematográficas, inicialmente  o autor me seduziu na telona com destaque para: Diário de Uma Paixão e Noites de Tormenta, com Richard Gere e Diane Lane, esse fabuloso!

O livro mais famoso de Sophie Kinsella, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom me chamou atenção primeiro nas telas de cinema, porém logo de imediato adquiri o livro e ferozmente li cada uma de suas divertidas páginas… talvez até por me identificar muito com a personagem principal…

Agora os livros que me levaram ao cinema:

Comer, Rezar e Amar de Elisabeth Gilbert. A protagonista foi interpretada pela talentosa e já madura, Julia Roberts e o roteiro foi muito fiel ao conteúdo encantador da obra literária.

A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak. Que teve uma atuação maravilhosa de Geoffrey Rush e abriu o estrelato para a iniciante Sophie Nelisse, que personificou a menina que dá título a obra.

Enfim, não há receita para seu usufruto, o que importa é saber que essa parceria, já tão tradicional e longa, não vislumbra no horizonte contemporâneo, nenhuma ruptura e quem sai ganhando com seus vínculos frutíferos, somos todos nós, amantes do prazer do entretenimento e da cultura.

Por isso, vá muito ao cinema… e leia muito! Ou se preferir, leia muito … e vá muito ao cinema!

A ordem não é regulatória, o que vale é o seu prazer!

Andrea Nakane
Também do autor.

Andréa Nakane é doutoranda em Comunicação Social, amante dos livros e da Sétima Arte.

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