”War Machine” escorrega muito na veia cômica.

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Produção original da Netflix, a história de War Machine se baseia na vida do general Glen McMahon (Brad Pitt), um militar respeitado que comanda os norte-americanos na invasão americana ao Afeganistão. Em uma estratégia radical, ele junta sua equipe de subordinados e assessores de imprensa em uma investida para fazer aliados em todo o mundo, pedindo reforços, negociando no campo de batalha e driblando a imprensa durante a guerra. Mas McMachon encontra menos apoio do que imaginava.

Apesar de alguns pontos bons, como a atuação de Pitt (que estava se arriscando totalmente fora da sua zona de conforto) e das locações bem escolhidas, onde os cenários representaram bem o clima e a situação de guerra,, o que era para ser uma sátira acabou parecendo mais uma forçação de barra, com “piadas” inapropriadas, onde os personagens não assumiram a veia cômica e estavam completamente inexpressivos e perdidos, tentando forçar piadas sem noção.  Esses momentos constrangedores e aleatórios não se encaixavam dentro da proposta do filme, pelo contrário, fugiram de qualquer tentativa bem sucedida de humor ou sátira possível, tudo parecia muito amador, e a sátira acabou se tornando um drama.

Outro ponto que não deu certo, quando desejaram introduzir cada personagem, soava como algo aleatório, como se picotassem o filme sem conseguir ligar os pontos e dar uma continuidade, como um álbum de fotos onde a gente aponta “esse é o fulano, esse é o ciclano, o beltrano” e presume-se que quem está vendo, sabe exatamente quem é quem e qual a ligação entre essas pessoas, ou porque elas estão ali, o que no filme não aconteceu, pareciam personagens sendo jogados, cujas participações e diálogos não pareciam ter grande importância e com diálogos pra lá de “esquecíveis”, passando batidos, o que fez com que rostos conhecidos do público não tivessem qualquer relevância na trama .

Por fim, War Machine acaba não prendendo a atenção e o fato de ter uma extensão exagerada só piora. A ideia acaba fracassando na abordagem e sendo entediante, sem segurar a veia cômica e sem levantar qualquer questão reflexiva ou relevante, tornando-se apenas, mero laboratório de atuação para o astro Brad Pitt. Uma pena 🙁

Liliane Stoianov
Colaborador | Também do autor.

Trintona, psicolouca, pedagoga, ama viajar, tocar piano, compartilhar minha paixão que é o cinema, os devaneios e o que mais vier à cabeça durante as tramas e películas que assisto.

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